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Icidua: um lugar para não viver

ESTADO DA NAÇÃO REAL: Custo de vida

Icidua não precisa de nenhum índice para se revelar ao mundo como o pior lugar para viver, pelo menos na cidade de Quelimane. Encravado nas margens do rio dos Bons Sinais, continua a reivindicar o estatuto de bairro residencial graças aos cerca de oito mil habitantes congregados pela actividade piscatória. Nem o peixe miúdo (seu cartão de visita) e outros mariscos arrastados pelas minúsculas redes diariamente lançadas ao rio conseguem “fragilizar” a miséria que campeia em toda a sua extensão. Falta-lhe quase tudo, menos as bebidas alcoólicas e o sexo pré-pago que preenchem as vagas de lazer…

Em Icidua não há casas, luz eléctrica e muito menos água canalizada. Na maior parte das cabanas o sol e a chuva têm acesso livre através do tecto. Os lugares onde deviam existir janelas são uma espécie de estradas com um semáforo eternamente verde para quem quiser entrar, homens e insectos. Os moradores, que ocupam as margens do rio, sobrevivem paredes meias com a imundície…

O bairro tem 8523 habitantes e dista a menos de 7 quilómetros do centro da cidade de Quelimane. A maior parte da população é jovem e (sobre)vive do que tira do rio. @Verdade chegou nas vésperas das eleições viu, ouviu e indagou.

Este é um bairro, diga-se, com características próprias. A taxa de infecção por HIV é altíssima, qualquer coisa na ordem dos 40 porcento. Ou seja, uma em cada oito pessoas é portador do HIV/SIDA.

Um número, refira-se, que pode ser maior ou menor, pois as pessoas que residem nas margens do rio dos Bons Sinais mudam de lugar em função do que as águas oferecem. Essa mobilidade torna difícil, diz um agente de saúde, aferir com exactidão o número de portadores de HIV/SIDA. “Tudo indica que há mais pessoas com HIV/SIDA”, acredita um técnico de saúde.

No princípio, contam os primeiros residentes, Icidua era um lugar em que apenas habitavam pescadores, mas devido à guerra dos 16 anos a população de Pebane encontrou neste espaço um lugar “seguro” para viver.

Embora o fluxo migratório tenha transformado Icidua numa zona residencial, o tempo parou o desenvolvimento e o dia a dia, neste bairro, é um panfleto em letras garrafais que abala as estruturas de qualquer discurso. Aqui caem em saco rotos frases feitas como “estamos a fragilizar a pobreza”.

Para encontrar água salubre as pessoas têm de percorrer mais de 5 quilómetros, do coração de Icidua ao bairro Torrone Velho. Um bidão de 20 litros custa 5 meticais. Os serviços de saúde só chegarem em 2006, depois veio a esquadra…

Uma vida miserável

Tomé José Sábado, 54 de idade, mora na margem do rio e vive do que ele lhe dá: Quase nada. Num casebre que não lhe protege do sol e muito menos da água, Sábado tem três filhos e vive com eles e a esposa num espaço que é, na verdade, a negação da existência humana. A cabana é feita de paus e tem uma cobertura de ramos de coqueiro. Não tem mais do que três metros quadrados.

Aqui não há mobílias, Sábado dorme em cima de paus trançados, suportados por pedregulhos. Os três filhos passam a noite no chão da cabana. Quando chove fica empapado e ninguém dorme. Ficam todos em pé até o dia clarear.

À entrada fica uma cozinha improvisada. O fogão é móvel. Na verdade são três pedras que Joaquina, a mulher de sábado – não sabe a sua idade – movimenta a seu bel prazer. Joaquina tem duas panelas velhas, duas colheres de pau e dois pratos. Estes seis artigos de cozinha constituem toda a sua fortuna.

Na hora da refeição comem duas pessoas de cada vez porque o número dos membros do agregado é superior ao de pratos. Ela, como só um coração de mãe permiti, é sempre a última. Às vezes nem come.

Dia de fartura

Hoje, o agregado familiar tem o que comer. Ontem (dia 5 de Dezembro), Sábado teve um dia em grande. Conseguiu tirar do rio cerca de 15 peixes. Muito pequenos é verdade, mas renderam-lhe 10 meticais e ainda ficou com cinco peixes para a família. Um para cada membro. Joaquina tem arroz que colhe numa machamba que dista 20 quilómetros da sua casa.

O dinheiro, esse, serviu para comprar linha com a qual já pode remendar a sua rede de pesca bastante castigada pelo uso.

O rio, antes de bons sinais, hoje não dá quase nada. Já foram os tempos da abundância e a idade já não é um grande aliado. “Já não tenho forças. Estou a ficar velho”, afirma.

Ainda assim, Sábado terá de morrer a trabalhar. Os filhos são todos menores. O mais velho tem sete anos. Portanto, a perda do chefe de família pode significar uma privação maior. Por isso, o mais velho já começou a perscrutar os segredos do rio.

Joaquina nem quer pensar nisso. Expressa-se com difi culdades, mas sabe o que é melhor para os seus filhos. “Só tenho duas meninas e um rapaz” que vai buscar lenha e água. A morte do marido colocar-lhe-ia numa situação delicada, a de ter de alimentar três filhos com a mandioca e o arroz que colhe na sua machamba.

Mateus, alheio aos dilemas dos progenitores, diverte-se nas margens do rio, mal sabe que o seu futuro, no caso de lhe faltar o pai, será no leito do rio das margens onde corre sorridente sem pensar no amanhã.

Almoçar no final do dia

Quando @Verdade chegou, por volta das 9horas, uma criança dormia numa rede de pesca para “fintar” a fome, pois o almoço (única refeição do dia) só seria servido por volta das 16horas. A família de Sábado vive amordaçada num dilema: passar fome a maior parte do dia e comer à noite ou comer de dia e dormir com a barriga a roncar quando o sol se põe. Por isso, Joana tem de dormir para deixar o tempo passar. Ainda só tem três anos, mas domina na perfeição a equação da resistência.

Nas primeiras horas, diz a mãe, a pequena Joana como dois pedaços de mandioca seca e brinca com os irmãos. Depois dorme e só acorda quando servem a “grande” refeição do dia.

Estes estômagos só conhecem três alimentos: mandioca, arroz e peixe. Variar a dieta? Só quando não há peixe e o arroz é servido sem nenhum acompanhante. Ainda assim ninguém o dispensa.

Nesta casa, as crianças têm nomes, mas nenhuma foi registada. Portanto, Mateus, 9 anos de idade, não sabe ler e nem escrever. O destino reserva-lhe o ofício de pescador num rio onde há cada vez menos peixe.

Embora o Plano Económico e Social para 2012 prevê a construção de 357 escolas, Mateus não será benefi ciário de nenhuma a sua família está mais preocupada em resolver os problemas do quotidiano e, em Icidua, o ensino gratuito não existe.

Na escola local não há livros e a taxa referente ao salário dos guardas é uma fortuna para a família de Mateus. 100 meticias anuais é muito dinheiro para quem desfruta quando consegue ter 20 meticais nas mãos. Portanto, esse crescimento de 5,4 porcento, previsto pelo PES 2012, ignora literalmente famílias como a de Mateus.

Irmãos do SIDA

David é órfão e só tem 15 anos. Quando os pais faleceram, ambos vítimas do SIDA e, sobretudo da ignorância, ele teve de se virar para sobreviver. “Os meus pais não acreditavam no SIDA, pensavam que estivessem a ser vítimas de feiticeiros. Quando souberam já era tarde. Morreram e deixaram- me sozinho”, diz resignado.

Só tinha 10 anos quando ficou sozinho no mundo. Como herança os pais deixaram-lhe muita pobreza aos olhos de pessoas comuns, mas em Icidua David tinha herdado uma fortuna. Ficou com uma rede de pesca, uma canoa, duas panelas e dois remos.

Como se isso não significasse opulência no bairro das necessidades, David tinha ainda um celeiro repleto de mandioca seca e uma lata de 25 quilos de farinha a transbordar. Foi com isso que se virou. Ou seja, num bairro onde as pessoas viviam do que o mar trazia, David tinha provisões para uns seis meses.

Só quando a comida começou a escassear é que David teve de aprender a pescar, mas não fê-lo sozinho. José Sabonete, 18 anos de idade, também era órfão e vivia sem eira nem beira. Não tinha o que comer, mas sabia pescar. Essa conjugação de factores tornou os dois jovens inseparáveis. David tinha os meios e José o engenho. Só assim conseguiram sobreviver e sobrevivem até hoje.

O SIDA tirou-lhes os progenitores e deixou-lhes sem hipóteses de sobrevivência. Devido ao trabalho em grupo e às redes fortes que David herdou, os adolescentes, transformados em adultos pela vida, conseguem pescar razoáveis quantidades de peixe.

Vezes há em que, no final do dia, saem do rio com uma bacia carregada de peixes, o que signifi ca uma receita na ordem dos 350 meticais. Mas isso não acontece todos os dias, mas nas vezes que sucede eles comem melhor. Conseguem comprar tomate e cebola e melhorar a dieta.

Tal como Mateus, David e José não foram registados e nem foram à escola. Não sabem ler e nem escrever. São apenas sobreviventes de Icidua, lêem todos os dias os sinais do rio e inventam ardis para vingaram num mundo que não lhes conhece e que lhes votou ao abandono.

Vida paupérrima

Se as histórias de vida da família Sabonete, de David e Mateus parecem tristes o mesmo não se pode dizer de Ana Guimarães. Vive sozinha e viu os filhos perderem a vida.

O primeiro a cólera levou-o, o segundo não escapou de uma malária e, por fim, a filha na qual depositava esperanças foi estuprada e jogada num mangal. O bairro, na altura, não tinha um posto policial e o assunto morreu no lugar onde Minda foi enterrada.

Efectivamente, Ana queria sair da zona do mangal e entrar mais para o interior do bairro. O espaço já estava identifi cado, mas as sucessivas mortes impediram que esse desejo se realizasse. Hoje, vive do pouco que consegue tirar da sua machamba. Mesmo quando adoece não se pode vergar, pois não tem apoio de ninguém.

Os vizinhos nem se aproximam da sua casa. Dizem que ela “comeu” os filhos e, por isso, consegue sobreviver com quase nada. Mas Ana diz que dava tudo para ter os seus filhos de volta. “Não podia condenar-me a esta morte lenta. Sem filhos não sou nada. Estou à espera da minha hora para deixar de sofrer”.

Lazer

Para além do mercado, onde aparelhagens com recurso à baterias de automóveis tocam algumas músicas e bebidas baratas são também comercializadas, não há um espaço onde os residentes do bairro possam confraternizar.

Sem corrente eléctrica, os vendedores usam pedras de gelo para manter os produtos frescos. As pedras são adquiras num bairro circunvizinho e não custam menos de 15 meticais.

Ernesto, um comerciante, fez saber que os pescadores, procuram bebidas que não ascendam os 15 meticais. “Normalmente, por garrafa há uma sociedade de duas pessoas.” Os jovens, também pescadores, divertem-se no mercado. Todos são atraídos pelas bebidas baratas e o sexo fácil. Aqui os preços são convidativos. Uma rapidinha não passa dos 10 meticais e com cinco peixes, para os que trazem produtos, os homens podem ter uma mulher por uma noite.

O centro de saúde distribui preservativos, mas são poucas pessoas que os procuram. Por outro lado, as barracas improvisadas não vendem camisinhas. “Não é um negócio lucrativo e são caras. Ninguém compra”.

Efectivamente, as camisinhas custam, no mínimo, 10 meticais. Com esse valor é possível adquirir cinco peixes ou uma lata de farinha para confeccionar a refeição de uma família de cinco pessoas.

Num bairro onde não há fontes de rendimento, a escolha entre proteger-se e levar comida a boca é fácil. Aliás, “o preço da camisinha neste bairro é criminoso”, refere um agente de saúde que pediu para omitirmos o seu nome.

Mauro Francisco, 25 anos de idade, é um jovem que vive entre o rio e o mercado. No primeiro lugar vai buscar o sustento e no segundo o lazer. Sempre pagou por sexo e sempre fê-lo sem protecção. “Nunca tive dinheiro para comprar preservativos”, justifica.

“Quando tenho não há”, acrescenta ao mesmo tempo que aponta, com o indicador direito, para as prateleiras de uma barraca sem preservativos.

Mauro nunca fez o teste de HIV e afirma que “ter ou não ter SIDA não faz diferença” em Icidua. “Nós aqui já nascemos condenados. A nossa doença é morar neste bairro”, diz.

Hospital

O centro de saúde de Icidua foi construído em 2006 e atende uma população superior à que o bairro comporta. Efectivamente, no local há 8523 residentes, mas para os residentes dos bairros de Nicoadala que fazem fronteira com Quelimane é mais fácil chegar ao posto de saúde de Icidua do que ao hospital distrital local.

Para atender 8523 pessoas, Icidua conta com um técnico de saúde e dois agentes de medicina geral responsáveis pela triagem. Há sete parteiras, das quais duas têm o nível médio, quatro do básico e uma do elementar.

Em média há 32 partos mensais no bairro, mas no mês passado esse número ascendeu aos 60 partos. Porém, as autoridades de saúde têm uma explicação, as mulheres de Nicoadala vêm até ao centro para dar parto.

No que diz respeito ao HIV/SIDA os níveis de infecção são bastante altos. O facto de Icidua ter sido uma zona pesqueira, na qual as pessoas não afixavam residência pode ser uma das causas do níveis de incidência acima dos 40 porcento.

A doença mais frequente, pelas condições geográficas da própria zona é malária, mas no ano passado registavam-se muitos casos de cólera. Este ano já não se verificam e a explicação pode estar nas medidas preventivas.

Já ninguém morre de complicações de parto. Porém, ainda há muitas mortes causadas por doenças curáveis. É difícil encontrar uma família que não tenha perdido um ente-querido por causa de malária. Aliás, é a doença que mais mata no bairro. Estima-se que um em cada recém-nascido não atinja os seis meses de vida. Duas em cada cinco crianças morrem de cólera antes de completarem seis anos.

Em cada dez mulheres grávidas, duas morrem vítimas de malária sem darem parto e outras cinco de cólera antes de vislumbrarem a entrada do centro de saúde.

Segurança pública

Icidua tem um posto desde 17 de Fevereiro de 2010, no qual trabalham sete agentes. Os casos frequentes estão relacionados com violência doméstica, agressões e alguns casos de homicídios que chegam do bairro de Madal, em Nicoadala.

Antes do posto policial este era um bairro problemático. Hoje, salvo as queixas por violência doméstica que depois são desmentidas pelas próprias vítimas, não há ocorrências dignas de registo naquela parcela de terra.

A esquadra, diga-se, faz jus ao bairro, não tem corrente eléctrica e muito menos água canalizada. Não foi construída de raiz e porque falta luz os processos só são abertos de dia.

O edifício pertencia à um cidadão de origem europeia, o qual abandonou o local. Mais tarde um popular passou a habitar no local. Porém, a PRM ano nível de Quelimane decidiu ocupar a residência deixando um cidadão ao relento.

Porque foi construída para ser uma habitação, o posto policial não dispõem de uma cela, os presos são algemados às árvores quando detidos de noite. De dia são transportados de bicicleta ao comando da cidade.

Educação

Em Icidua só é possível estudar até a sétima classe. António Sozinho concluiu o ensino primário do segundo grau na única escola do bairro. Porém, decidiu interromper os estudos. “A escola da cidade ficava longe e aqui não há transporte”, diz para depois acrescentar: “e mesmo que houvesse eu não teria dinheiro para pagar”.

António, diga-se, não é o único que largou os estudos. Efectivamente, em Icidua os poucos jovens que estudam depois da 7a classe suspendem as aulas. Ou seja, a distância que separa o bairro da escola mais próxima, a ausência de transportes e a difi culdade de atravessar Torrone Velho sem sofrer assaltos intimidam qualquer um.

Fecalismo a céu aberto

Icidua é um bairro com características próprias. Os residentes não constroem casas de banho e as necessidades maiores são feitas na zona do mangal. E, como deve ser normal, quem tem difi culdade de construir uma casa condigna não pode erguer uma casa de banho em condições.

“Aqui não há latrinas. Nas eleições passadas prometeram, mas nunca chegaram de construí-las”, afirma Sabonete. “Também disseram que teríamos furos de água”, reforça José Sozinho.

“As pessoas têm de ir buscar água em Torrone Velho e pagam muito por isso. Um bidão de 25 litros não custa menos de três meticais”, acrescenta.

O que elucida que em Icidua o problema de abastecimento de água é grave e a qualidade do líquido que sai do poço do centro de saúde daquele bairro. Aliás, beber aquela água é um desafio à saúde.

Transporte

Há várias formas de chegar ao coração de Icidua. Porém, andar pelos próprios pés, do centro da cidade ao interior do bairro é a forma mais eficaz. Há, diga-se, algumas bicicletas e carrinhas de caixa aberta sem data e hora marcada.

Efectivamente, do centro da cidade de Quelimane até Icidua o transporte por via de uma bicicleta custa 15 meticais. Um preço, que pelas condições financeiras dos residentes, ninguém paga. Na verdade, as poucas bicicletas que circulam são dos residentes que ganham a vida no centro da cidade de Quelimane. Por isso, em Icidua também não há transporte.

Visão política

Em Icidua ninguém quer saber de política. Aliás, os moradores sabem que a sua importância cresce à medida que se aproxima um pleito eleitoral. Porém, na hora do cumprimento das promessas Icidua transforma-se num terreno inóspito para dirigentes.

Alguns conhecem Pio Matos, o antigo edil de Quelimane, mas não guardam saudades. “Prometeu água e energia, mas depois que votamos nem uma coisa e nem outra”, diz um jovem que não se quer identifi car, mas não recusa o flash da máquina fotográfica.

“Sabe onde é que vamos buscar água?”, questiona.

A animosidade em relação à política é mais intensa nos jovens, os adultos parecem resignados e conformados com o destino a que foram votados. “Quando uma mãe não faz filhos nós trocamos e chamamos outra”, disse o jovem referindo-se à governação da Frelimo. Porém, deixou um aviso: “se a outra não funcionar também vamos trocar”.

No que diz respeito aos idosos, quase ninguém se lembra do nome daquele que foi Presidente do Município de Quelimane durante 12 anos. Lembram-se, isso sim, que veio alguém pedir votos. “Mas nós não fomos”, diz resignado Tomé José Sábado.

Efectivamente, o ponto IV, que aborda os principais objectivos do plano económico e social não pode ter tido em conta o bairro de Icidua quando fala em melhorar em quantidade e qualidade os serviços públicos de educação saúde e saneamento, estradas e energia.

O pior, contudo, nem é a pobreza deste bairro. O pior é saber que nos aglomerados populacionais que ficam depois de Icidua é pobreza é ainda mais aterradora.

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