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Hotéis recusaram hospedagem a Dhlakama – acusa RENAMO

A Renamo, maior partido da oposição em Moçambique, acusou na quarta-feira, a Frelimo, partido no poder, de instruir os hoteleiros moçambicanos a recusar disponibilizar quartos e comida ao seu líder, Afonso Dhlakama, bem como a equipa que o acompanha na campanha eleitoral. Numa conferência de imprensa, realizada em Maputo, o porta-voz da Renamo, Fernando Mazanga, alegou que o “controlo” da Frelimo no sector de hotelaria foi tal que os hotéis e pensões no norte do país, onde Dhlakama esteve a fazer a sua campanha eleitoral, “foram ditos para não venderem comida e não alugarem quartos” a Renamo e seu líder.

A história parece antiga. A Renamo fez acusações semelhantes a Frelimo para justificar o adiamento do seu Congresso, marcado para decorrer entre 1 e 3 de Junho último, na cidade de Nampula. Na ocasião, a Renamo afirmou que a Frelimo tinha reservado todos os quartos disponíveis em Nampula, por isso a Renamo não pôde realizar a sua reunião.

Estas queixas e alegações da Renamo foram prontamente desmentidas pela Frelimo e quando jornalistas perguntaram aos principais hotéis de Nampula descobriram que aquele partido da oposição não tinha sequer tentado reservar quartos ou salas de conferência. Mazanga também acusou os três lideres de partidos extra-parlamentares, nomeadamente Ya-qub Sibindy, Miguel Mabote e Joao Massango, que declaram apoio a Armando Guebuza para a sua reeleição para a Presidência da República, de “capitulação” à Frelimo.

Mazanga afirmou que “por muito tempo, eles tem enganado o povo moçambicano ao se afirmarem como oposição. Na verdade, eles apenas se opõem a real oposição, que é a Renamo”. Recentemente, Mazanga fez discursos belicistas, dizendo que a Renamo vai reagir a alegadas “provocações” da Frelimo no princípio de “olho por olho e dente por dente”.

Esta declaração contrasta claramente com a posição do chefe do gabinete eleitoral da Renamo, Luís Gouveia, que apelou aos membros do partido para não responderem a “provocações”.

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