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Hospitais não devem ser depósitos de doentes

O Ministro da Saúde, Ivo Garrido, reiterou a necessidade de os quadros do sector multiplicarem seus esforços na melhoria do atendimento aos pacientes, para evitar que os hospitais moçambicanos se transformem em depósitos de doentes.

Falando em Maputo, na sessão de abertura da VI Reunião Nacional do Conselho Hospitalar, Garrido apontou a necessidade de se criar, nos hospitais, uma cultura de movimento de humanismo e de respeito pelos doentes e os seus acompanhantes.

“Temos de criar nos nossos hospitais uma cultura e movimento de humanismo e respeito pelos nossos doentes e acompanhantes. Temos de combater de forma implacável todas as manifestações de desrespeito, de insensibilidade e de desleixo para com os nossos doentes”, sublinhou o Ministro.

Não obstante as melhorias que o sector está a registar, o titular da pasta da Saúde apontou, a título de exemplo, a persistência de queixas de mau atendimento, falta de respeito, falta de zelo e até mesmo de cobranças ilícitas. Os hospitais, segundo a fonte, constituem a face mais visível do bom desempenho dos trabalhadores da Saúde, daí que a qualidade dos serviços prestados, o humanismo, a prontidão, a cortesia e a boa educação são elementos que as unidades sanitárias podem e devem dar a todos os que procuram os serviços de saúde em momentos difíceis da vida.

“Nos nossos hospitais o nosso povo procura carinho, conforto e cura para os males que o atormentam. É por isso que as profissões de saúde são profissões nobres, onde a nossa postura e o nosso desempenho podem significar a diferença entre a vida e a morte e/ou entre a alegria e a tristeza dos pacientes e seus familiares”, explicou Garrido.

No entanto, o Ministro manifestouse energicamente preocupado com o facto de ainda persistirem queixas relacionadas com os longos tempos de espera, quer para marcar uma consulta ou operação, quer para ser atendido no dia de consulta, e prova inequívoca disso é o facto de os doentes continuarem a ter de ficar quatro a cinco horas até mesmo oito horas a espera do atendimento. A razão que torna a situação mais preocupante é o facto de casos deste género ocorrerem num serviço de urgência ou consulta externa, na farmácia ou no laboratório.

Neste aspecto associado aos longos tempos de espera, as maternidades lideram a lista dos serviços de saúde duramente criticados. Tendo em conta esta e outras situações, o encontro de três dias vai fazer o balanço do grau de cumprimento das decisões emanadas do 5/o Conselho Hospitalar, realizado em Junho do ano transacto, analisar o desempenho de todos os hospitais centrais e provinciais, assim como dos hospitais do Grande Maputo e outros assuntos agendados para esta reunião.

A 6/a Reunião Nacional tem a participação das mais altas entidades dos hospitais do país, parceiros de cooperação, entre outros quadros do sector.

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