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Hackers invadem Twitter de uma agência e manipulam mercados

Os hackers controlaram, Terça-feira (23), uma conta da agência de notícias Associated Press no Twitter, por meio da qual transmitiram uma falsa mensagem sobre duas explosões na Casa Branca, que abalaram por alguns momentos os mercados financeiros dos Estados Unidos.

Em mais um incidente grave envolvendo o Twitter, a conta oficial @AP informou que o presidente Barack Obama havia ficado ferido nas explosões na sede do governo.

Paul Colford, porta-voz da AP, rapidamente confirmou que os tuítes eram falsos, mas bastaram 3 minutos depois da divulgação do boato para que praticamente todos os mercados dos EUA despencassem, numa situação descrita por um operador como “puro caos”.

A mensagem foi divulgada pouco depois das 13h. Logo depois, o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, foi a público anunciar que Obama estava bem. Os mercados recuperaram rapidamente depois de a falsa mensagem ter sido tirada do ar. Alguns operadores disseram que a oscilação reflectiu o comportamento de operações informatizadas, que são disparadas automaticamente.

Um grupo que se intitula Exército Electrónico Sírio e que diz apoiar o presidente desse país, Bashar al Assad, numa guerra civil iniciada em 2011, usou a sua própria conta do Twitter para assumir a responsabilidade pelo boato.

O grupo, que cria novas contas toda a vez que o Twitter cancela uma antiga, recentemente reivindicou também a autoria de um ataque cibernético semelhante contra as contas do Twitter operadas pela Rádio Pública Nacional dos EUA, pela BBC e pelo programa “60 Minutes”, da CBS.

As duas contas da AP no Twitter, chamadas @AP e @AP_Mobile, foram suspensas logo depois da mensagem falsa, e a agência posteriormente informou que os hackers já fizeram repetidas tentativas de furtar senhas de jornalistas seus. O FBI informou que estava a investigar como os hackers conseguiram invadir a conta da AP, segundo uma porta-voz.

O Twitter disse que não comentaria o caso específico da AP. Os críticos dizem que o site tem falhas no seu sistema de segurança que facilitam invasões desse tipo.

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