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Há negligência nos cuidados com a malária e mais gente continua a morrer

No passado, em Moçambique, perto de três mil pessoas perderam a vida por causa da malária e outras 3.924.832 adoeceram, o que preocupa o Governo, sobretudo pelo facto as mensagens divulgadas sobre o perigo e os cuidados a ter com a doença não estarem a ser acatadas pela população.

Alexandre Manguele, ministro da Saúde, disse, nesta sexta-feira (25), em Maputo, à Imprensa, por ocasião do Dia Mundial de Luta Contra a Malária, em 2013 houve 2.941 óbito devido à malária. Esta continua sendo um dos maiores problemas de saúde pública em Moçambique, embora haja algumas melhorias nos últimos anos. Este ano, a efeméride é celebrada sob o lema “Invista no Futuro: Vença a Malária”.

O governante disse que deve haver rigor na implementação das estratégias de luta contra a doença, nomeadamente o Plano Estratégico do Sector de Saúde 2014-2019 e o Plano Estratégico de Combate da Malária 2012-2016.

De acordo com Alexandre Manguele, existe um elevado número de pessoas que rejeitam a Pulverização Intra-Domiciliária (PIDOM), um dos métodos de controlo da enfermidade. Contudo, o Governo está a envidar esforços para garantir o acesso universal de redes mosquiteiras tratadas com insecticida de longa duração, principalmente aos que não beneficiam da PIDOM, como é o caso das zonas rurais, onde a pobreza e a malária têm uma relação bastante forte.

O ministro apela à população para que limpe o capim que se encontra ao arredor das suas casas, para que elimine os charcos nos quintais e nas nossas ruas, para que aceite que a pulverização e deve, acima de tudo, dormir, todas as noites, debaixo de uma rede mosquiteira.

Os doentes de malária devem, também, completar o tratamento intermitente presuntivo com fansidar, principalmente as mulheres grávidas, tomar correctamente os medicamentos prescritos pelas unidades sanitárias e a sociedade deve reconhecer precocemente os sinais e sintomas da enfermidade.

Daniel Kertesz, representante da Organização Mundial de Saúde (OMS), disse que, em África, as taxas de mortalidade nas crianças com menos de cinco anos de idade diminuíram em 50 porcento. Este ganho resulta dos esforços dos governos e parceiros na melhoria do diagnóstico e tratamento da malária. Kertesz lamentou o facto de a malária continuar a impedir muitas crianças de frequentar a escola.

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