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Há lacunas no sistema estatístico moçambicano

O sistema de dados estatísticos de Moçambique ainda enfrenta inúmeros problemas, tais como a reduzida capacidade financeira para fazer face ao trabalho de campo, a insuficiência de recursos humanos qualificados, dentre outros que obstam as actividades do sector, segundo o próprio Instituto Nacional de Estatística (INE).

O porta-voz do INE, Cirilo Tembe, que falava , esta sexta-feira (14), em Maputo, num Workshop regional dos países da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) sobre a estatística, sob o lema “melhorando o diálogo sobre estatística para melhores resultados de desenvolvimento”, disse que é necessário que se elimine as lacunas existentes através do fortalecimento de parcerias que visem melhorar o sistema estatístico administrativo, a redução de volume de inquéritos que são bastante onerosos, bem como a desagregação na produção da informação.

Cirilo Tembe sublinhou que o uso das fontes estatísticas administrativas para a produção dos indicadores da Educação, de Saúde, Económicos e Demográficos vai racionalizar os custos e melhorar o banco de dados, que ainda está longe de satisfazer as necessidades do país.

Segundo a fonte, a melhoria dos aspectos acima mencionados irá impulsionar a definição de políticas de desenvolvimento reais e, desta forma, satisfazer as necessidades de cada sector.

Para materialização desse desiderato, o Governo tem vindo a desagregar os serviços estatísticos, através da integração dos mesmos nos ministérios, caso dos da Saúde, Educação, Obras Públicas e Habitação, Finanças e do Interior, sempre que existem condições técnicas, financeiras e humanas para o efeito, deu a conhecer Tembe, para quem os desafios neste momento é a introdução de fontes de estatísticas provincial e distrital em todos sectores administrativos nacionais, o que facilitará á projecção de indicadores de dados numéricos e a introdução de novas metodologias de produção e medição.

Para revolucionar o banco de dados estatísticos, Moçambique está maximizar o uso de fontes administrativas, habilitação dos recursos locais, melhoria da base de informação e uso de novas tecnologias, disse Tembe. “Estamos a desenhar um plano estratégico para crianças, com vista a incutir na sociedade a importância da literacia estatística ainda na tenra idade”.

Segundo Tembe, actualmente, o INE está a concluir o plano estratégico de estatística 2013-2017, avaliado em 120 milhões de dólares, com vista a potenciar a capacidade institucional, material e difusão da informação.

Por sua vez, o técnico estatístico do secretariado da SADC, Johannes Jutting, disse que a região ainda enfrenta muitas deficiências, o que tem dificultado que muitos países sejam incapazes de fornecer dados necessários para promover o desenvolvimento económico e social.

Jutting apela aos países da SADC á revolucionarem o banco de dados, incrementar mais parcerias internacionais para melhorar a qualidade, disponibilidade e comparabilidade estatística regional e difusão da informação a todos segmentos da sociedade.

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