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Guebuza nas comemorações dos 20 anos da independência da Namíbia

Pelo menos 16 Chefes de Estado e de Governo africanos, entre os quais o Presidente moçambicano, Armando Guebuza, vão testemunhar, Domingo próximo, em Windhoek, as comemorações do 20º aniversario da independência da Namíbia, cujo ponto mais alto será marcado pela tomada de posse do Presidente Hifikepunye Pohamba, reeleito em Novembro ultimo para o seu segundo mandato.

Pohamba, que assumiu a presidência da Namíbia, pela primeira vez, em 2004, sucedendo Sam Nujoma, venceu as eleições presidenciais realizadas nos dias 27 e 28 de Novembro passado, com mais de 75 por cento dos votos. O seu partido (SWAPO) venceu as legislativas obtendo a maioria absoluta no Parlamento, cujos deputados tomam hoje posse, dois dias antes da investidura de Pohamba. A chegada dos Chefes de Estado e de Governo, bem como de outras personalidades convidadas, incluindo alguns antigos Chefes de Estado e de Governo, está prevista para Sábado.

Para alem do Chefe do Estado moçambicano, espera-se que participem da cerimonia solene, a ter lugar no “Independence Stadium”, na capital namibiana, os Presidentes do Zimbabwe, Robert Mugabe, da África do Sul, Jacob Zuma, da Tanzânia, Jakaya Kikwete , do Botswana, Ian Khama, da Zâmbia, Rupiah Banda, da Republica Democrática do Congo, Joseph Kabila, e do Congo Brazzaville, Denis Sassou Nguesso.

O antigo Presidente moçambicano, Joaquim Chissano, consta na lista dos ex- Chefes de Estado e de Governo que deverão testemunhar as celebrações do 20/o aniversario da independência e da tomada de posse do estadista namibiano, embora ainda não tenha havido alguma confirmação sobre a sua deslocação a Windhoek. Os outros antigos lideres convidados são Keneth Kaunda, da Zambia, Quett Masire e Festus Mogae, ambos do Botswana, e ainda Marti Finlandia.

Segundo fontes da organização, Cuba estará representado pelo Vice- Presidente, Esteban Lazo Hernandez. Entretanto, as actividades alusivas ao evento arrancaram oficialmente na passada segunda-feira estando a ser marcadas por uma série de eventos de carácter cultural e recreativo, que culminarão com a cerimónia de tomada de posse de Pohamba. Há pouco menos de 48 horas da cerimónia solene, são visíveis, um pouco por toda a capital, Windhoek, as marcas indicativas de realização de um grande evento.

Aviões e helicópteros militares tem estado a sobrevoar os céus da urbe, numa acção descrita como sendo a preparação para a parada militar a ter lugar, no local da cerimónia oficial das comemorações do 20º aniversário da independência. OPOSICAO BOICOTA A cerimónia de tomada de posse do Presidente namibiano, que coincide com as celebrações dos 20 anos de independência da Namíbia, ocorre numa altura em que alguns partidos políticos continuam a contestar os resultados das últimas eleições gerais.

Alias, logo depois do anuncio dos resultados, em Dezembro passado, os partidos políticos da oposição criaram uma frente comum (Frente Unida) para, junto das autoridades judiciais, contestarem o veredicto, tendo já recorrido ao Supremo Tribunal, alegando existência de irregularidades no processo. Contudo, tal como aconteceu em Moçambique, outros partidos de oposição permitiram que os seus membros eleitos para o Parlamento tomassem posse justificando ser a forma ideal para defender os interesses do povo.

Consideram estes partidos ser também a única via para melhor manifestar todas as suas preocupações. As forças políticas que aceitam tomar posse são o Republican Party of Namíbia (Partido Republicano da Namíbia), the Congress of Democrats (o Congresso dos Democratas), NUDO, e United Democratic Front (Frente Democrática Unida). Outra força politica que inicialmente integrava este grupo, o DTA, fez um recuo, tendo se juntado ao Rally for Democracy and Progress (RDP) no boicote a tomada de posse dos deputados.

Localizada no sudoeste africano, a Namíbia conquistou a sua independência a 21 de Marco de 1990, depois de uma luta desencadeada pela SWAPO desde os anos 60 contra o então regime sul-africano na era do Apartheid. Com pouco mais de dois milhões de habitantes, a Namíbia ‘e hoje considerada um dos países politicamente estáveis e um exemplo de verdadeira democracia em África. Contudo, a oposição considera não ter havido progressos nestes 20 anos de independência e que, em certos casos, se registou a degradação das condições de vida da população.

Este ponto de vista foi manifestado, por exemplo, pelo Secretario Geral do Rally Rally for Democracy ande Progress, Jesaya Nyamu, numa entrevista publicada hoje no jornal ‘Economist”. Segundo ele, a Namíbia enfrenta actualmente o problema de desemprego e que as condições de trabalho nas áreas de saúde e educação, por exemplo, se degradaram. ‘E neste ambiente de controvérsias que os namibianos vão, no próximo Domingo, celebrar os 20 anos de independência do seu pais.

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