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Guebuza desmistifica ausência de Sarkozy, Merkel e Cameron

O estadista moçambicano desvalorizou, terça-feira, em Tripoli, a ausência do presidente francês, do primeiro ministro britânico e da chanceler alemã, Nicolas Sarkozy, David Cameron e Angela Merkel respectivamente na 3ª Cimeira África–União Europeia (África-EU).

 

 

Falando, terça-feira, a imprensa moçambicana, no término do evento de dois dias, e que teve início na segundafeira, Guebuza disse que “nós acreditamos que todos os que vieram para cá, tanto da parte africana bem como da EU, estão devidamente credenciados em nome dos seus países”. Aliás, disse Guebuza, “em África também há muitos Chefes de Estado que não vieram”.

Notícias postas a circular pela imprensa internacional indicam que a ausência dos três lideres europeus devese ao seu receio da participação do presidente sudanês Omar al-Bashir que foi indiciado no ano passado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), por alegados crimes de guerra e contra a humanidade na região de Darfur.

Contudo, al-Bashir acabou por não comparecer pelo facto de, na véspera do início do evento, as autoridades líbias terem retirado o convite que havia sido endereçado ao presidente sudanês.

Por isso, apesar dos três líderes europeus, que actualmente governam as três maiores potências económicas da UE, Guebuza manifestou a sua satisfação com os resultados do evento, afirmando que houve muitos desenvolvimentos positivos.

“Sim, valeu a pena esta Cimeira”, disse Guebuza, para de seguida explicar que, geralmente, em encontros desta natureza não são para assinar contractos, ou acordos de financiamentos. Segundo Guebuza, estas cimeiras são importantes para a criação de um ambiente propício para conduzir a essa situação.

“Neste encontro sentimos perfeitamente isso. A UE continua positivamente interessada a dar a sua contribuição em termos de investimento e na luta contra a situação de desemprego que existe em África”, disse Guebuza.

Durante a cimeira, o estadista moçambicano manteve contactos bilaterais com alguns países europeus, incluindo alguns que pertenciam ao extinto bloco socialista, e que manifestaram o seu interesse de reactivar os laços de cooperação com Moçambique.

“Por exemplo, alguns países que, antigamente, pertenciam ao bloco socialista tais como a Hungria e Letónia insistiram na necessidade de retomar a cooperação que tínhamos antes de eles passarem para a União Europeia. Muitos quadros nossos foram formados naqueles países”, disse Guebuza.

Questionado sobre a importância e ganhos de Moçambique nestes eventos, Guebuza explicou que ajudam a criar um ambiente de simpatia em relação ao país, que é apontado como modelo na transição de uma situação de conflito e guerra para a uma situação de paz, e que também é capaz de reorganizar a sua economia para atingir níveis de crescimento invejáveis ao nível do mundo.

Outra vantagem é a oportunidade de se avistar com outros estadistas e passar em revista os acordos de cooperação já firmados.

“Por exemplo, tive um encontro com o primeiro-ministro de Portugal e o que fizemos foi verificar como é que está a fase de implementação dos acordos que firmamos na área de investimentos.

A cimeira que decorreu sob o lema “Investimentos, Crescimento Económico e Criação de Emprego”, juntou em Tripoli cerca de 80 Chefes de Estado e de Governo, ou seus representantes.

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