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Guebuza abre Conferência de comércio e investimento

O Presidente Armando Guebuza presidiu em Maputo, a abertura da Conferência do Comércio e Investimento entre Moçambique e os Estados Unidos da América (EUA). O objectivo deste encontro, de dois dias, é criar oportunidades para os actuais e potenciais investidores norte-americanos.

Discursando na ocasião, Guebuza disse esperar que durante os debates sejam fornecidos mais detalhes sobre o que Moçambique pode disponibilizar ao empresariado tanto nacional quanto estrangeiro. O Chefe do Estado moçambicano destacou, na sua intervenção, uma diversidade de ofertas que o país possui e que podem constituir um forte atractivo para o empresariado norteamericano.

A costa moçambicana, com 2.700 quilómetros de extensão, é, segundo Guebuza, porta de entrada e saída para os países do interior. Através das estradas e das linhas-férreas, os países do interior têm acesso aos portos moçambicanos que lhes permitem encurtar as distâncias para a Africa Oriental, Península Arábica e para o Sul da Ásia. No capítulo dos recursos minerais, o estadista moçambicano destacou o gás natural, o carvão, titânio, grafite, tantalite, pedras preciosas, mármore e ouro.

A empresa norte-americana “Anadarco”, por exemplo, está licenciada para, juntamente com outras multinacionais, realizar pesquisas de gás e petróleo. Guebuza apontou ainda o potencial do país para o agroprocessamento, biocombustíveis, exploração florestal e produção de energia. O Presidente disse ainda que os derivados de investimentos nestas áreas não serão apenas para o mercado interno, mas para abastecer também o mercado da Comunidade de Desenvolvimento da Africa Austral (SADC).

Segundo Guebuza, o executivo moçambicano tem estado a melhorar o ambiente de negócios, cumprindo o seu papel de facilitador da actividade empresarial no país. “Neste quadro foram aprovados vários instrumentos que visam facilitar a instalação, o funcionamento e a protecção de investimentos”, disse Guebuza.

Ele apontou, também a título de exemplo, a introdução de políticas e incentivos para o desenvolvimento da indústria têxtil e de confecções bem como de benefícios fiscais mais competitivos. Moçambique é membro da SADC, organização que lançou a sua Zona de Comércio Livre em 2008, tendo como rumo a criação de um mercado comum, em 2018. Desta feita, além das vantagens derivadas do Tratado sobre a Promoção e Protecção Recíproca de Investimentos entre o país e os Estados Unidos da América (EUA) e do Acordo Quadro sobre o Comércio e Investimento, o país beneficia também das oportunidades oferecidas através da Lei de Oportunidade e Crescimento de Africa (AGOA).

A sessão de abertura contou com a presença de vários quadros do governo, do Centro de Promoção de Investimentos (CPI – Moçambique), da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), entre outras entidades de instituições afins.

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