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Greve contra a reforma laboral em França já parou seis refinarias

Em França há cada vez mais postos de abastecimento sem combustível e filas de automóveis um pouco por todo o país. Seis das oito refinarias de França estão já paradas por causa de uma greve organizada para contestar a polémica reforma da lei laboral traçada pelo Governo do país.

De acordo com a BBC, cerca de 20% das bombas de gasolina estavam sem oferta de combustíveis ou perto disso. Na refinaria de Fos-sur-Mer, em Marselha, manifestantes e a polícia entraram em confrontos quando os agentes tentaram desmantelar um piquete de greve.

A partir de Israel, onde está em visita oficial, o primeiro-ministro Manuel Valls insistiu que o projecto-lei não vai ser alterado e prometeu não ceder a quaisquer exigências desta ou de outras centrais sindicais no que toca à proposta de reforma laboral. “

O Presidente François Hollande declarou por sua vez em Paris que as acções de membros dos sindicatos são uma “estratégia levada a cabo por uma minoria” que se opõe à proposta de lei e que “não merece qualquer forma de respeito daqueles que têm reivindicações legítimas”.

Pode ser apenas uma minoria que apoia o bloqueio e paralisação das refinarias, mas não é uma minoria que se opõe à proposta do seu Governo para alterar as leis do trabalho em vigor. No início de Abril, mais de 100 mil pessoas levaram a cabo manifestações em todo o país contra os planos do Executivo de Hollande para, entre outras medidas, alargar o horário de trabalho, dar primazia às empresas em acordos colectivos e definir um teto máximo de indemnizações em caso de despedimentos colectivos.

A 12 de Maio, a Assembleia Nacional debateu — e em última instância chumbou — uma moção de censura ao Governo de Hollande que foi apresentada pela direita para capitalizar precisamente do descontentamento por causa da reforma laboral proposta.

Esse descontentamento já levou a cisões entre a esquerda, inclusivamente entre os socialistas que apoiam e que estão contra o Presidente. A guerra interna no Partido Socialista começou em Fevereiro, quando um grupo de membros do partido de Hollande assinou uma carta aberta publicada no “Le Monde” onde criticava as políticas do actual Governo.

Alguns sindicatos dizem-se disponíveis para negociar as alíneas da reforma proposta, mas outros, como a CGT, querem que o Governo abandone completamente os planos para alterar as regras do Trabalho. O projecto-lei avançou no Parlamento sem qualquer votação pelos deputados depois de o Governo ter alterado algumas propostas em Março.

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