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Governos deveriam cobrar taxas sobre refrigerantes para combater obesidade, recomenda OMS

Governos deveriam cobrar impostos sobre refrigerantes para combater a epidemia global de obesidade e diabetes, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) esta semana, recomendações que a indústria rapidamente chamou de “discriminatórias” e “não comprovadas”. Embora não seja ainda um problema de saúde pública em Moçambique nas cidades de Maputo e Matola cresce o número de cidadãos que padecem desta enfermidades.

Um aumento de 20 por cento nos preços poderia reduzir o consumo de bebidas açucaradas na mesma proporção, disse a OMS em relatório publicado no Dia Mundial da Obesidade.

“Estamos agora em um lugar onde podemos dizer que há evidências suficientes para levar isso adiante e nós encorajamos países a implementar impostos efectivos sobre bebidas adoçadas com açúcar para prevenir a obesidade”, disse Temo Waqanivalu, do departamento de Doenças Não Comunicáveis e Promoção da Saúde da OMS.

A obesidade mais do que dobrou mundialmente entre 1980 e 2014, com 11 por cento dos homens e 15 por cento das mulheres classificadas como obesos, mais de 500 milhões de pessoas, disse o relatório.

O mercado global de refrigerantes vale cerca de 870 biliões de dólares em vendas anuais. 2016 poderia ser o ano dos impostos sobre o açúcar, uma vez que diversos países consideram taxas sobre alimentos e bebidas adoçadas para combater a obesidade e engordar os cofres do governo.

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