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Governo vai decidir o futuro dos TPM

O Governo moçambicano e a edilidade da capital do país, Maputo, deverão decidir, nos próximos dias, a extinção ou não da empresa pública Transportes Públicos de Maputo (TPM) ou a sua coexistência com a empresa municipal de transportes ainda a ser criada.

A criação da Empresa Municipal dos Transportes Públicos Urbanos, que poderá estar a funcionar já no próximo segundo trimestre nas cidades de Maputo e Matola, Sul do país, resulta da implementação, pelo Governo central, de descentralização de alguns serviços às edilidades.

Falando ultima Sextafeira em Maputo, o edil da capital moçambicana, David Simango, disse que o Município e o Governo terão ainda que discutir o futuro da empresa TPM, tendo em conta as sugestões apresentadas pelo estudo realizado pela empresa de auditoria e consultoria, a “Ernest & Young”.

“Ainda vamos discutir se os TPM vão coexistir com a empresa municipal dos transportes ou não, mas a tendência global é que, com a descentralização, morrem as empresas antigas e ficam as recém-criadas”, disse Simango.

Além do futuro dos TPM, com mais de 70 anos de existência, outras questões a serem discutidas são relacionadas ao pagamento, pelo Governo, do subsídios de transportes e sobre quem irá arcar com a actual divida desta empresa para com a banca.

Dentre vários aspectos, o estudo do Município, apresentado por Leonel Muchanga, da “Ernest & Young”, sugere a necessidade de se manter as actuais 210 linhas em que opera a empresa bem como a abertura de novas rotas.

Igualmente, a pesquisa recomenda o reforço da actual frota da empresa passando dos actuais cerca de 273 autocarros para 400 ou 500 unidades e uma série de medidas relacionadas com a reposição da frota, gestão dos recursos humanos, combate a fraude, entre outras questões.

Actualmente, as cidades de Maputo e da Matola debatem-se com sérios problemas de falta de transporte rodoviário de passageiros e, os cidadãos, chegam a pendurar-se em camionetas desprotegidas que operam de forma ilegal.

A empresa pública só consegue transportar menos de 10 por cento dos cerca de 900 mil passageiros diários, deixando a vasta maioria para a sorte dos operadores privados que também estão longe de prestar um serviço eficiente, carecendo de meios adequados, em qualidade e quantidade, para responder a elevada procura.

No seu contacto com jornalistas, o edil de Maputo alertou que não se pode olhar para a aquisição de mais autocarros de transporte como solução do actual problema.

“É preciso pensar no comboio, transporte fluvial, metro, entre outras modalidades de transporte, e não estarmos presos só na frota dos TPM”, disse Simango.

Mesmo sabendo que essas modalidades de transporte acarretam elevados custos financeiros, o edil disse ser necessário pensar no crescimento da população, trânsito e mobilidade de viaturas na estrada, limitação das vias de acesso, entre outras desvantagens relacionadas ao uso exclusivo de transporte rodoviário.

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