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Governo vai ao Parlamento explicar como pretende acabar com raptos

O Governo de Moçambique deverá explicar ao Parlamento, na próxima semana, como pretende mitigar a onda de raptos que, desde meados de 2011, tomou de assalto o país, particularmente os grandes centros urbanos, nomeadamente Maputo, Matola, Beira e Nacala.

Depois de ter estado, esta semana, na Assembleia da República (AR) a prestar informações, o Executivo de Armando Guebuza voltará àquele órgão, na próxima sessão, desta feita para responder às perguntas a serem colocadas pelas três bancadas, designadamente da Renamo, Frelimo e Movimento Democrático de Moçambique (MDM). A bancada maioritária, a da Frelimo, já adiantou à imprensa, esta sexta-feira (29), as questões que irá apresentar ao Governo.

Os parlamentares da Frelimo procurarão saber acerca das medidas que estão a ser lavadas a cabo para reverter o actual quadro sombrio no que respeita à criminalidade de modo a “garantir-se, nos próximos tempos, tranquilidade aos cidadãos”. “É urgente que se tomem medidas enérgicas para devolver a segurança às comunidades, sobretudo nos grandes centros urbanos”, disse o porta-voz da bancada da Frelimo, Edmundo Galiza Matos Júnior, em conferência de imprensa.

No entanto, para além desta questão, este grupo parlamentar irá indagar o Governo sobre o ponto de situação do programa Millennium Challenge Account Mozambique que vem sendo implementado há cinco anos e já está na sua fase final. Esta é uma iniciativa dos Estados Unidos de América e tem como objectivo financiar projectos de abastecimento de água, drenagens e saneamento.

Em 2007, Moçambique recebeu do Governo norte-americano 506,9 milhões de dólares americano destinados aos sectores de abastecimento de água e saneamento, reabilitação de estradas, melhoria de acesso seguro à terra, e apoio ao rendimento dos agricultores através do combate a doença do amarelecimento letal do coqueiro e introdução de culturas intercalares, nas províncias de Zambézia, Nampula, Cabo Delgado e Niassa.

No entanto, em meados deste ano, o último para a conclusão da primeira fase do programa, o Governo moçambicano apresentava dificuldades para a conclusão das obras, facto que colocava o país em risco de não receber a segunda parte deste mesmo financiamento. Depois de muito “barulho” a situação foi regularizada.

Ainda na senda das perguntas, o grupo parlamentar da Frelimo irá questionar o Executivo acerca da reabilitação do Hospital Central da Beira e a conclusão das obras do Hospital Provincial da Matola. A construção de pontes e estradas e as zonas francas e económicas é outra questão que corporiza as preocupações desta bancada.

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