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Governo tenta silenciar oleiros de Cateme

O governo da província de Tete recorreu, esta Terça-feira (14) à Força de Intervenção Rápida (FIR), à Polícia de Protecção e às Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) para reprimir uma manifestação de um grupo de cidadãos forçados a sair das suas terras de origem para instalação da mineradora Vale em Cateme, no distrito de Moatize, na província de Tete.

Em consequência dessa acção dos agentes da Lei e Ordem, três cidadãos foram presos e até ao fecho desta edição ainda não tinham sido restituídos à liberdade.

Os cidadãos, oleiros de profissão, contestam a actual indemnização no valor de 60 mil meticais fixada na sequência da sua retirada, pela empresa Vale Moçambique, dos seus bairros nativos onde desenvolviam projectos de fabrico de tijolos. Eles exigem um novo critério de ressarcimento da “perda” das suas fontes de rendimentos.

A par do que aconteceu em Abril passado, este Domingo os oleiros reagruparam-se e inviabilizar a circulação de comboios da a partir da mina da Vale em Tete. Confrontado com esta situação, o governo de Tete convocou uma reunião com os oleiros mas ao invés de um diálogo no sentido de se encontrar uma solução para os problemas que opõem a Vale e os cidadãos reassentados, três pessoas foram detidas. Faz parte do trio um indivíduo que num passado recente teria sido enclausurado quando participava numa manifestação pacífica similar para defender os seus interesses e da maioria relativamente às compensações.

Esta Quarta-feira, o @Verdade soube de um dos detidos que quando os três cidadãos (incluindo ele mesmo) caíram nas mãos da Polícia, no distrito de Moatize, foram encaminhados para a primeira esquadra na cidade de Tete, onde permaneceram cerca de 45 minutos.

Passado esse tempo, foram transferidos para a Cadeia Civil de Tete onde estiveram detidos durante mais de hora e meia. Mais tarde, a corporação deslocou os indivíduos para a segunda esquadra situada na mesma urbe.

Um dos prisioneiros devia ter sido posto em liberdade esta Terça-feira (14), o que não aconteceu porque a sua soltura depende, em parte, de um encontro entre o governador de Tete e as demais partes interessadas no assunto, incluindo o advogado dos detidos.

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