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Governo reage às ameaças de guerra por parte da Renamo

O ministro da Defesa Nacional, Filipe Nyussi e o vice-ministro do Interior, José Mandra, garantem que a situação política e social está controlada e que o Governo tem mandato para intervir em caso de alteração da ordem e tranquilidade públicas em Moçambique.

Os dois governantes assumiram esta posição, esta Terça-feira, a saída da reunião do Conselho de Ministros, quando questionados sobre as declarações recentes proferidas pelo Secretário-geral da Renamo, Manuel Bissopo, que apareceu publicamente a dizer que a Renamo está a preparar-se para a guerra e inviabilizar as eleições autárquicas de Novembro próximo e as gerais de 2014.

Manuel Bissopo disse que o seu partido possui já três bases, nomeadamente em Santunjira, na Serra da Gorongosa, local que hospedou, Afonso Dhlakama, nos finais do ano passado, em Mucodzi, a 16 quilómetros da serra e uma outra em Muxungué, no distrito de Chibatava, todas em Sofala.

Para o Vice-Ministro do Interior, José Mandra, nenhum partido tem competência ou legitimidade para atropelar um comando constitucional.

“Não sei com que força legal pode vir um partido dizer que vai inviabilizar as eleições se a Constituição diz que as eleições se realizam periodicamente”, disse Mandra.

A Polícia da República de Moçambique (PRM), como instituição com mandato de garantir a ordem e tranquilidade públicas, explicou Mandra, está nos seus postos a assegurar que o país funcione normalmente.

“Talvez este posicionamento de homens que está a ser feito é tendo em conta que a Renamo está em toda a parte do país. O líder esteve em Nampula agora está em Vanduzi, mas a PRM estrutura-se desde o Comando Central até a base, até ao posto policial e a situação está sob controlo”, explicou Mandra.

Prosseguindo, disse que “a Renamo se movimenta como se movimenta, sabemos que existem os tais homens armados considerados guardas do seu líder, mas as regras são regras e há linhas traçadas neste país para serem respeitadas e para quem as pisar não teremos outra alternativa senão cumprirmos com o nosso dever de garantir a ordem”.

Questionado se estas movimentações de homens armados, particularmente no centro do país, teriam conduzido a tomada de medidas excepcionais, o Vice-Ministro do Interior respondeu que a PRM está a trabalhar normalmente e se houver necessi- dade para o efeito serão mobilizadas forças de manutenção de lei e ordem.

“Temos o primeiro grau, o segundo e outros graus de prontidão combativa, mas a situação está sob controlo e estamos no dia-a-dia a garantir a ordem “, reafirmou.

José Mandra disse que apesar da alegada movimentação associada a perturbação da ordem, ainda não existem dados sobre casos de população molestada ou impedida de se movimentar livremente. Por seu turno, o Ministro da Defesa, Filipe Nyussi, avançou que não deve haver distracção em relação aos objectivos do desenvolvimento de Moçambique.

“O que está claro é que a lei é lei. Ninguém pode sabotar a lei. Impedir que as pessoas possam ir as eleições é contra a lei e nenhum moçambicano gostaria de viver num país onde a lei é desobedecida”, disse.

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