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Governo quer maior contribuição de atum na economia nacional

O Governo de Moçambique pretende dinamizar a contribuição da pesca de atum na economia nacional, através da maximização da sua captura. Para o efeito, aprovou, esta terça-feira (09), o Plano Estratégico do Desenvolvimento de Pescaria de Atum (PEDPA).

Actualmente, no país, a pesca de atum é feita de uma forma desintegrada, o que não permite a geração de riqueza. Ou seja, dos 60 milhões de dólares que este pescado gera, apenas 1.3 milhões de dólares são convertidos a favor da economia nacional. Este problema deve-se, principalmente, ao facto de a captura de deste peixe ser feita por empresas estrangeiras.

Para inverter esse cenário, o plano do Governo prevê a dinamização da pesca artesanal e semi-industrial, definir e disseminar as tipologias apropriadas para pesca deste produto aos operadores nacionais. O programa irá ainda promover o consumo de atum fresco e a construção de infra-estruturas de processamento e conservação do pescado.

Segundo o vice-ministro das Pescas, Gabriel Muthisse, o potencial de exploração de atum, no oceano Índico, é de um milhão de toneladas. Porém, até agora, apenas são capturadas 800 mil toneladas. “Pela sua potencialidade, a pescaria de atum poderá ser uma das maiores do país,”.

Assim, a expectativa é que com a implementação do PEDPA  ora aprovado, a pescaria de atum contribua para a maior segurança alimentar e nutricional, haja geração de emprego e, por fim, contribua significativamente na economia nacional. Muthisse indicou que a região do oceano Índico contribui com 24 porcento do pescado mundial, ocupando desse modo a segunda posição, depois da zona central do oceano Pacífico.

A estratégia aprovada prevê também que a pesca de pequena escala, que abrange a artesanal e semi-industrial, seja destinada a empresas nacionais. Estas deverão fazer a exploração de atum até 12 milhas das águas nacionais. Entretanto, as empresas domésticas com embarcações e principalmente condições de segurança, poderão avançar mais para o interior do continente.

O governante destacou que perante a nova realidade que se avizinha, o Governo irá proceder a renegociação dos acordos com as empresas que desenvolvam a pesca industrial no nosso país, com vista a adequá-los a este plano. Um dos aspectos que será negociado é a obrigatoriedade do uso de portos nacionais para transbordo e desembarque, onde parte do pescado será destinada ao consumo interno.

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