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Governo promete potencial económico em Angoche

O governo do distrito de Angoche está, neste momento, empenhado na divulgação das suas potencialidades locais, sobretudo no domínio do turismo, indústria e agricultura como forma de atrair investimentos privados.

Rodrigues Ussene, administrador de Angoche, referiu que, se o processo em questão produzir resultados positivos, a dinâmica da economia local vai ganhar novo ímpeto que se vai traduzir no aumento significativo das oportunidades de acesso ao emprego e do volume de colecta de receitas do seu executivo . Rodrigues Ussene reconheceu que a situação económica e social actual do seu distrito não é animadora, devido à vários factores, nomeadamente a paralisação de mais de 90 por cento das indústrias, sobretudo de processamento de castanha de caju. O sector de pesca focalizado para a captura de camarão e outros crustáceos e moluscos que se destinam à exportação, não está a corresponder às expectativas devido à aparente incapacidade dos armadores do nível semi-industrial.

O distrito tem cerca de 40 quilómetros de praias consideradas como sendo das mais belas da região norte, entre outros atractivos para o desenvolvimento de actividade de turismo de alto padrão de qualidade. Contudo, os investimentos privados para a dinamização daquela área continuam escassos não obstante o esforço empreendido no sentido da sua atracção por parte do governo.

A produção da cultura de arroz em moldes associativos foi, em tempos, uma das actividades que envolvia um número significativo de famílias camponesas, movidas pela grande procura daquele cereal ao nível da província e não só, mas que, na actualidade, tem vindo a conhecer uma redução acentuada das áreas de cultivo devido, em grande medida, às condições climatéricas adversas, em particular à escassez de chuvas e a insuficiência de represas para garantir a irrigação dos campos no período difícil.

A pesca artesanal ocupa uma posição privilegiada no contexto de oferta de oportunidade de trabalho, pois envolve um número significativo de famílias no exercício daquela actividade lucrativa que beneficia de apoios do grande projecto de pesca de pequena escala financiado pelo governo e parceiros, que inclui áreas de processamento, comercialização de pescado, além da abertura de fontes de água, construção de unidades sanitárias e escolares que garantem sustento a muitas famílias.

O distrito de Angoche tem uma população estimada em cerca de 230 mil habitantes, mas apenas duas mil encontram-se afectas em diferentes sectores da administração pública com destaque para as áreas da educação e saúde que empregam cerca de 75 por cento daquele efectivo. O administrador de Angoche destacou que, no contexto de atracção de investimos, o seu executivo vai concentrar esforços suplementares para a agroindústria, sobretudo na área do caju. É que a região detêm um parque industrial composto por seis unidades, das quais apenas uma se encontra em laboração e os restantes edifícios deterioram-se de forma acelerada em razão do seu subaproveitamento.

Devido à essa situação, grandes volumes de castanha de caju produzida em Angoche são escoadas para o vizinho distrito de Mogovolas, para o seu processamento nas três unidades fabris em funcionamento, uma das quais com capacidade de processamento de duas mil toneladas em oito meses de laboração. De acordo com Rodrigues Ussene, esta situação retira a oportunidade de emprego para milhares de angochianos que acumulam muitos anos de experiência em trabalho nas fábricas de processamento daquela cultura de rendimento.

Identificar potenciais investidores para desenvolver programas de longo prazo virados para a produção comercial de arroz, instalação de instâncias de hotelaria e turismo nas praias, é outro ponto de concentração do executivo de Angoche que, segundo o respectivo administrador, gostaria ver mais interesse dos investidores para o exercício da pesca semi-industrial fazendo o aproveitamento do potencial naquela área.

Para estimular o exercício da actividade de turismo, o governo local levou a cabo, recentemente, várias acções, com destaque para o zoneamento das praias, reabilitação das vias de acesso, instalação de energia eléctrica da rede nacional produzida na hidroeléctrica de Cahora Bassa em Tete, como forma de incentivar a construção de infra-estruturas. Alguns pequenos e médios operadores do turismo de praia, em exercício, beneficiaram de fundos desembolsados pelo governo local no âmbito do OIL, orçamento de financiamento de iniciativas locais visando a geração de emprego e de rendimento para as famílias.

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