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Governo maliano decreta estado de emergência de 10 dias após ataque terrorista no país

O Governo maliano decretou Estado de Emergência de 10 dias em todo o território maliano, na sequência do ataque perpetrado sexta-feira, 20, por presumíveis terroristas contra um grande hotel da capital maliana, Bamako, onde residiam 170 pessoas de nacionalidades maliana e estrangeiras.

Esta medida, em vigor desde sábado, permitirá, segundo um comunicado oficial, reforçar os meios jurídicos das autoridades administrativas e competentes para procurar e colocar à disposição das autoridades judiciais os autores do ato em fuga e eventuais cúmplices.

Foram igualmente decretados três dias de luto nacional, a partir desta segunda-feira e período durante o qual as bandeiras serão colocadas à meia-haste no Mali e em todas as representações diplomáticas e consulares do país.

Numa alocução após uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros, o Presidente maliano, Ibrahim Boubacar Keita, regressado bruscamente de N’Djaména, no Tchad, onde ele participava na cimeira do G5-Sahel, exortou aos seus compatriotas a não ceder ao medo. Ele prestou nomeadamente uma vibrante homenagem às forças de segurança malianas pelo seu “profissionalismo” e saudou os “países amigos” (França e Estados Unidos da América) pela sua assistência durante a operação contra os assaltantes.

As forças malianas foram apoiadas por unidades especiais francesas e norte-americanas para o assalto final durante o qual 21 pessoas morreram das quais dois alegados terroristas e vários estrangeiros (norte-americanos, russos, chineses, belgas e senegaleses).

O Presidente maliano proclamou que “o terror não triunfará e que o terrorismo não passará”.

Este ataque contra o hotel Radisson Blu, o maior estabelecimeto hoteleiro do Mali e um dos mais seguros, foi reivindicado pelo grupo jihadista Al Mourabitoune do Argelino Mokhtar Belmokhtar. O mesmo grupo assumiu o atentado perpetrado a 7 de Março de 2015 contra um restaurante do bairro Hippodrome de Bamako, frequentado sobretudo por expatriados e no qual cinco pessoas morreram das quais um Francês e um Belga.

No total 170 pessoas residiam no hotel na altura do ataque. Mais de uma centena de reféns em estado de choque foram resgatados, incluindo o músico guineense Sékouba Bambino, que devia actuar sábado último num concerto em Bamako. Várias reuniões internacionais previstas para estes dias na capital maliana foram todas adiadas, soube-se de fontes seguras.

Vários partidos e associações da sociedade civil condenaram este atentado, incluindo a Coordenação dos Movimentos de Azawad (ex-movimento rebelde) e a Plataforma dos Grupos Armados (pró-governamental) que denunciaram “com veemência este ato bárbaro que não abala a marcha do Mali para a paz”.

Os dois movimentos são signatários dos acordos de paz de Argel visando restabelecer uma paz definitiva no Mali após várias de décadas de revoltas sucessivas no norte do país que cobre os dois terços do território nacional.

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