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Governo investe 45 milhões de dólares num projecto de pesca

O Governo, através do Ministério das Pescas, prepara-se para lançar, este ano, um projecto pesqueiro denominado PROPESCA, orçado em 45 milhões de dólares norte-americanos, que vai cobrir toda a costa moçambicana.

Com efeito, técnicos do Instituto de Desenvolvimento do Projecto de Pesca de Pequena Escala a nível central começaram, esta semana, a movimentar-se por todas as províncias, para aferir sobre o fecho do projecto anterior e avançar com algumas ideias em relação ao projecto em perspectiva.

O valor deste mega-projecto, com duração prevista de sete anos, conta com um investimento do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e do Estado moçambicano e poderá subir consoante a abertura de algumas fontes de financiamento com os quais o Governo tem contacto.

O director das Pescas em Sofala, João Duarte, disse ao matutino ‘Noticias’ que o novo projecto vai concentrar esforços nalguns pontos chamados pólos de desenvolvimento ao longo da costa que ao nível da sua área de jurisdição contemplam as zonas de Chiloane, no distrito de Machanga, Nova-Sofala, no Búzi, Casa-Partida, nos arredores da cidade da Beira, e Sambazhó, em Muanza.

“Com uma nova abordagem, a PROPESCA vai exclusivamente concentrar a sua atenção na comercialização do pescado, na colocação de dispositivos para energia eléctrica para a conservação do produto e na promoção da pesca artesanal para apanhar os recursos que estão um pouco mais para além da costa”, disse Duarte.

O anterior Projecto de Pesca Artesanal do Banco de Sofala, que terminou em Março passado depois de operar entre oito e nove anos de forma integrada, tinha uma forte componente social, nomeadamente na construção e/ou reabilitação de estradas terciárias para o escoamento do pescado, unidades sanitárias e escolares, fontes de abastecimento de águia para consumo, entre outras infra-estruturas básicas.

O facto acontece numa altura em que o Governo desencoraja a pratica de pesca de arrasto, sobretudo na captura do camarão, sendo que algumas pescarias estão fechadas ou interditas.

O Governo moçambicano estimula o uso de artes selectivas como a rede de malhar que em Sofala se apelida da rede de “malola” e pesca a linha. Depois do período de defeso, arrancou a 1 de Abril corrente a campanha da pesca de arrasto semi-industrial deste ano (2011).

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