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Governo investe 10 milhões de dólares na construção de silos

O Governo moçambicano está a investir 10 milhões de dólares norte-americanos na construção de silos para o acondicionamento de alimentos, sobretudo cereais, que têm sido vendidos em países vizinhos.

Segundo disse recentemente à Agencia de Informação de Moçambique (AIM) o Ministro moçambicano da Indústria e Comércio, António Fernando, alguns silos já foram construídos nos distritos de Nhamatanda e Gorongosa, na província central de Sofala, em Milange, na província da Zambézia, igualmente no centro do país, e em Cuamba e Iapala, nas províncias nortenhas de Niassa e Nampula, respectivamente.

Entretanto, seis outros silos com capacidade para cerca de 50 mil toneladas de cereais foram também construídos nos arredores da cidade moçambicana de Tete, centro de Moçambique, no contexto dos esforços para minimizar os efeitos da presente crise mundial de alimentos, particularmente cereais. Um outro silo vai ser construído no distrito de Angónia, um dos principais produtores de cereais ao nível da província de Tete, que na presente época agrícola prevê um incremento considerável na produção de cereais face à campanha anterior, mercê da introdução de novas técnicas agrícolas mais rentáveis.

Por outro lado, a AIM apurou também que no distrito do Chókwè, província de Gaza, sul de Moçambique, existem, igualmente, três silos para a conservação de cereais, número que poderá subir para 10 até ao final do presente ano de 2009. De referir que na presente época agrícola, o distrito do Chókwè produziu cerca de 30 mil toneladas de arroz, correspondentes a mais de metade da produção deste cereal ao nível de toda a província de Gaza, estimada em mais de 56 mil toneladas, segundo dados da Direcção Provincial de Agricultura.

“O objectivo dos silos é absorver os excedentes agrícolas, em particular cereais, alguns dos quais são vendidos fora do país”, realçou António Fernando, inserindo também a construção de silos no contexto dos esforços para garantir uma eficiente comercialização agrária em Moçambique. Um vigoroso comércio transfronteiriço agrícola e de bens de consumo ocorre particularmente entre Moçambique e o Malawi. O comércio ocorre em ambas as direcções, e envolve milho, trigo, mapira, batata, feijão e sal, idos de Moçambique, e bicicletas, açúcar e artigos de plásticos, vindos do Malawi.

Ainda no âmbito da comercialização, o Ministro da Indústria e Comércio referiu que esforços estão também a ser feitos na construção e/ou reabilitação de estradas e pontes, para garantir que o escoamento dos produtos seja feito com regularidade, a partir dos locais de produção para os principais mercados consumidores. “A ponte sobre o rio Rovuma está a ser construída, as pontes de Caia e Lugela, nas províncias centrais de Sofala e Zambézia, respectivamente, e Guijá, na província de Gaza, já foram construídas, o que permite que o escoamento de mercadorias seja feito com regularidade, e isso facilita o acesso ao mercado com custos mais baixos ao sector rural, traduzindo-se em preços ao produtor mais altos”, sublinhou aquele governante.

António Fernando indicou que, por outro lado, as grandes moageiras em funcionamento em Maputo e Beira e outras que surgiram na sequência da aplicação do fundo de sete milhões de meticais (moeda moçambicana) para investimento em iniciativas locais “estão a investir fortemente no agro-processamento”. Está previsto que uma fábrica de processamento de cereais entre em funcionamento no bairro do Matundo, arredores da cidade de Tete.

A fábrica, orçada em cerca de 15 milhões de dólares, processará cereais comprados em diferentes pontos da província de Tete. O Ministro moçambicano da Indústria e Comércio disse esperar que o programa de venda de cantinas rurais destruídas e/ou abandonadas, lançado recentemente pelo Governo, à escala nacional, contribua também para uma eficiente comercialização agrícola no país.

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