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Época de pesca abre sem garantias de segurança para os pescadores

A época de pesca 2011 abre esta segunda- feira, 14 de Março, em Moçambique. O governo decidiu que assim se procedesse, apesar dos riscos que há em relação a acção dos piratas somalis que nos últimos tempos tendem a movimentar-se mais para a costa moçambicana. Ou seja, o governo decide abertura de campanha de pesca sem garantia mínima de segurança.

Desde que a embarcação Vega-5 pertencente a Pescamar foi sequestrada pelos piratas somalis em Dezembro do ano passado, toda actividade ao longo da costa moçambicana passou a constituir um risco. O pior é que o Governo Moçambicano quase pouco fez ao longo desse tempo para garantir segurança, tornando vulnerável todos armadores que se arriscarem ao mar a partir de hoje.

No sábado passado o Ministro das Pescas, Victor Borges, reuniu-se na Beira com armadores de pesca, tendo a Pescamar, a maior empresa pesqueira em Moçambique, solicitado adiamento da abertura da campanha por alguns dias. O director geral da Pescamar, Felisberto Manuel anunciou que a sua empresa adquiriu pelo menos dez lanchas modernas e devidamente equipadas para potenciar a marinha de guerra moçambicana. Parte do equipamento, composto por cinco lanchas, chega esta manhã na Beira transportado num dos maiores aviões do mundo.

As restantes devem chegar dentro dos próximos quatro dias. Já se encontra na Beira pessoal do exército espanhol para treinar a força da marinha de guerra moçambicana que vai operar o equipamento adquirido pela Pescamar. A Pescamar pretende que esse equipamento seja usado pela marinha de guerra principalmente para protecção nas zonas de pesca.

E daí ter solicitado o governo para adiar a abertura da campanha por alguns dias, mas o executivo ignorou colocando em risco os operadores que se fizerem ao mar nas actuais condições de insegurança.

A Pescamar que opera trinta e duas embarcações e emprega cerca de mil trabalhadores decidiu não aventurar a sua frota enquanto a marinha de guerra não esteja equipada e disponível nas zonas de pesca.

Segundo Felisberto Manuel, aventurar- se ao mar nas condições actuais de total insegurança é colocar em risco em primeiro lugar a vida das pessoas que forem a embarcar.

Logicamente a decisão do governo de não atender ao pedido dos armadores para adiar a abertura da pesca por alguns dias torna-se imprudente, pois mesmo nas condições actuais de total insegurança poderá haver um e outro aventureiro a se fazer ao mar, com boa dose de probabilidades de cair nas malhas dos piratas somalis.

Entende-se que o governo devia olhar primeiro para a segurança dos cidadãos e não precipitar-se com medidas somente de impacto económico.

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