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Governo da Costa do Marfim acusa aliados de Gbagbo por ataques

Combatentes leais ao ex-presidente da Costa do Marfim Laurent Gbagbo estão por trás duma série de ataques que mataram, desde Domingo (5),10 soldados em Abidjã, centro comercial do país, disse o ministro do Interior, Hamed Bakayoko, esta Terça-feira (7).

Os ataques aos alvos militares e policiais aumentaram os temores de novo período de agitação no país do oeste africano, que emerge de uma década de instabilidade política que terminou no ano passado em uma breve guerra civil.

“Os agressores faziam parte duma rede de milícias e soldados pró-Gbagbo”, disse Bakayoko à Reuters. “Temos prova formal. Temos as confissões daqueles que nós prendemos ontem com armas e munições perto da cena do ataque.”

Homens armados abriram fogo contra uma delegacia de polícia em Abidjã e uma barreira militar próxima, na manhã de Domingo (5), matando cinco soldados.

Cinco outras pessoas morreram quando os militantes fortemente armados lançaram um ataque a um acampamento militar no leste da cidade, um dia depois.

O Ministério da Defesa afirmou, Segunda-feira (6), que os ataques, que seguem uma série de atentados com mortes na fronteira, lançados por militantes baseados na Libéria desde o fim da guerra civil, tinham o objectivo de “desestabilizar as pessoas … e os investidores”.

A Costa do Marfim, maior produtor mundial de cacau, foi o motor económico da África Ocidental antes de uma crise política dividir o país em dois, uma década atrás, estabelecendo as bases para a guerra civil do ano passado.

Cerca de 3.000 pessoas morreram na violência, que irrompeu após Gbagbo se recusar a aceitar a vitória do rival Alassane Ouattara nas eleições realizadas no final de 2010.

Gbagbo foi capturado durante a batalha por Abidjã, em Abril do ano passado, e agora está em Haia, na Holanda, aguardando julgamento no Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra.

Um ex-conselheiro e porta-voz de Gbagbo agora a viver no exílio, Toussaint Alain, rejeitou as acusações do ministro do Interior e pediu uma investigação imparcial sobre a violência.

“Estas acusações não se sustentam. Se o sr. Bakayoko está a segurar os culpados, ele deveria apresentá-los ao mundo inteiro”, disse ele. “Estes ataques expõem o fracasso e a incapacidade de Ouattara estabilizar a situação de segurança e estabelecer um clima de paz duradouro.”

Ouattara, agora presidente, declarou numa mensagem transmitida na televisão estatal, Sgunda-feira (6), que tinha dado ordens para “combater sem misericórdia” aqueles que tentam criar um sentimento de insegurança na Costa do Marfim.

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