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Governo cai em si e reconhece ser perceptível que crescimento económico de 7% será “muito difícil”

Tempo depois de o Fundo Monetário Internacional (FMI) e alguns académicos e economistas moçambicanos terem indicado que a tensão político-militar, sobretudo, e as calamidades naturais iriam dificultar o alcance do crescimento do crescimento económico, agora é a vez do Governo, através do ministro da Economia e Finanças, cair em si e admitir que “é perceptível que 7% vai ser muito difícil”.

À saída do primeiro Conselho Coordenador da sua instituição, Adriano Maleiane disse que “é perceptível que 7% vai ser muito difícil, mas eu não queria agora avançar os números antes de terminar a avaliação de todos os elementos que serviram de base para a planificação que fizemos”.

O Executivo disse na terça-feira (29) que mais de 315.366 moçambicanos são assolados pela insegurança alimentar nas regiões sul e centro devido à seca. Pelo contrário, o norte do país é fustigado pelas cheias. Esta situação revela, para qualquer leigo, que não está a haver produção nem produtividade na agricultura, um ramo que, para além de empregar muita gente, é considerado a base da economia nacional e de desenvolvimento.

Adriano Maleiane disse que “neste momento, estamos a reavaliar os dados tendo em conta que, por exemplo, na agricultura ainda teremos de ver qual vai ser o comportamento da segunda época, porque é a área mais afectada pelas calamidades naturais”.

Todavia, o Governo trabalha para assegurar que a meta do Produto Interno Bruto (PIB) esteja em pelo menos 6% e 7%. O governante explicou ainda que a meta do PIB para este ano dependerá dos resultados da segunda época agrícola, que termina em meados do ano em curso.

“É necessária uma dedicação zelosa na mobilização de receitas, gestão criteriosa dos recursos disponíveis, afetando-os em áreas com maior potencial para a promoção do desenvolvimento económico, social e inclusivo”, disse Maleiane dirigindo-se a funcionários do seu ministério, no Conselho Coordenador.

Em Janeiro deste ano, o Banco de Moçambique “reconheceu serem desafiantes os objectivos macroeconómicos para 2016, que estabelecem uma inflação anual de 5,6 por cento, uma taxa de crescimento real do PIB de 7 por cento e um nível adequado de reservas internacionais, num quadro em que a situação de seca e de cheias em algumas regiões do país poderá agravar os riscos da conjuntura económica doméstica”.

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