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Governo assume fracasso na reabilitação da estrada Quelimane-Zalala

As estradas da cidade de Quelimane, em particular, e da província da Zambézia, em geral, têm sido motivo de debate, até dos que pouco entendem desta matéria. Para cidade de Quelimane ,em particular, o assunto das estradas é visto como prioridade, já que o governo, na pessoa do director provincial das Obras Públicas e Habitação na Zambézia, Cristóvão Forquia, havia dito que eram as melhores estradas que a cidade tinha, hoje em diao governador da Zambézia, Francisco Itai Meque, tem outra visão.

Como tudo começa?

As obras de estradas na cidade de Quelimane, não só compreendem a colocação do asfalto, mas também a componente drenagem faz parte. Há dois anos atrás, o Miillenniun Challeng Account, disponibilizou algum fundo que, segundo aquela instituição, o valor serviria para reabilitar algumas zonas consideradas críticas do ponto de vista de drenagem.

Contratou-se uma empresa portuguesa, a Mota Conduril. Esta fez o que fez. Em menos de dois anos, quando chove, estes mesmos locais que foram trabalhados, só deixam cair lágrimas. Mas pelos discursos dos governantes, sobretudo do sector das Obras Públicas, havia esperança de que bons dias viriam.

Veio sim, a chuva que pôs a nú as palavras de Forquia. Isso tudo, acontece depois de as obras de reabilitação das estradas de Quelimane, serem adjudicadas a uma empresa estrangeira denominada NCC, que por sua vez subcontratou também a MOTA.

A NCC e MOTA fizeram aquilo que acharam que deveriam fazer. Já que o governo disse que tinha apenas Oito Mil Dólares norte americanos, aí piorou.

No meio de sucessivos adiamentos das obras, tudo indicava que as coisas não estavam bem. Mas ninguém queria assumir. O governador Itai Meque visitou as obras e disse que estava satisfeito com o que viu. E hoje?

Demitido o fiscal das Obras

O barulho começou há cerca de um mês, quando o governador Itai Meque, numa reunião da Comissão Provincial de Estradas, órgão em que ele é presidente, quis saber qual era o estágio das obras e dai foi informado pela Administração Nacional de Estradas (ANE) que a empresa subcontratada pela NCC, neste caso a MOTA Conduril, havia sumido da cidade de Quelimane sem deixar rastos.

A MOTA já havia retirado a sua maquinaria e desmontado o seu estaleiro, mesmo sabendo que não concluíram o trabalho. Depois de o governador ter recebido esta má notícia mandou, imediatamente, a ANE para trazer de volta a empresa, porque no seu entender tal como de outras pessoas, havia algum gato.

Porque não pode compreender como é que uma empresa abandona a cidade, perante autoridades do sector. Isto só cheira a uma possível conivência. Antes de um mês, surge a notícia de que o fiscal das obras de reabilitação das estradas de Quelimane, Nelson Tsanzana, foi demitido das suas funções. Será esta uma solução do problema?

Esta estrada tem uma vital importância que as pessoas não imaginam. Dá acesso a um local turístico, sobretudo, é o cartão-de-visita da província em termos de turismo.

Num troço de aproximadamente 30 km, Quelimane Zalala é um martírio. Andar naquela estrada precisa coragem. E na última semana, o Governador da Zambézia, veio em público assumir o fracasso da reabilitação desta estrada.

Itai Meque diz que a estrada precisa de uma reabilitação total para que se torne transitável. Todavia, o chefe do executivo da Zambézia assegurou que o governo está a fazer tudo para que consiga fundos para a reabilitação de raiz daquele troço. Não avançou os montantes e muito menos o período.

E o que a EMAMIZ está a fazer?

Antes da realização do festival de Zalala, o governo havia adjudicado as obras de reabilitação daquele troço a empresa EMAMIZ. O custo das obras era de Seis Milhões de Meticais, valor que, segundo a empresa, seria aplicado nas obras.

Mas para quem passou naquela estrada aquando do festival teve a ocasião de ver que a dita reabilitação não chegou até a praia de zalala. Aliás, houve mais tapamento de buracos e corte de capim nas bermas do que outra coisa.

Quando numa entrevista telefónica, o Diário da Zambézia abordou o DPOPH este disse que aquilo que estava a ser feito era o possível.

E hoje, o governo assume o fracasso. E então, por onde foram colocados os seis milhões de meticais, já que o governo assumiu o fracasso do trabalho?

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