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Goldman Sachs confirma posição estrelar em Wall Street

O Goldman Sachs confirmou esta terça-feira sua posição de estrela em Wall Street, registrando resultados em forte alta e nitidamente superiores às previsões do mercado.

O banco de investimento americano divulgou lucro líquido de 3,44 bilhões de dólares no segundo trimestre de 2009, equivalente a 65% em um ano e a 89% em relação ao primeiro trimestre, depois de deduzidos dividendos de 426 milhões de dólares pagos ao Estado federal como parte dos 10 bilhões de dólares em ajuda pública adiantada no outono (boreal) passado, já reembolsados.

O resultado ganha na comparação com o lucro líquido de US$ 1,81 bilhão obtido no primeiro trimestre do ano e com o lucro de 2,08 bilhões de dólares no segundo trimestre de 2008, que então cobria o período março-maio. Por ação, o lucro alcançou 4,93 dólares, contra os US$ 3,54 esperados pelo mercado. Excluindo uma carga excepcional correspondente ao pagamento do dividendo ao Estado federal a título de fundos antecipados, o lucro sobe a a 5,71 dólares.

O faturamento alcançou US$ 13,76 bilhões, uma alta de 46% em relação ao período anterior. Os analistas previam um produto líquido de US$ 10,66 bilhões. Há alguns meses, o Goldman Sachs havia anunciado perdas significativas, tendo recebido ajuda de US$ 10 bilhões do governo americano. Com o bom desempenho do banco, toda a dívida já foi paga.

A solidez do modelo Goldman Sachs foi saudada no mercado americano. Charles Geisst, professor de economia e historiador de Wall Street no Manhattan College, disse que as conquistas do banco se devem a dois fatores. “Há menos competidores no mercado” desde a implosão do ano passado que viu desaparecer o BearStearns e o Lehman Brothers e a absorção do Merrill Lynch pelo Bank of America. Morgan Stanley, o outro grande banco de investimentos, preferiu renunciar aos riscos. O segundo fator, segundo Geisst, é que o Goldman Sachs “nunca reduziu seu apetite pelo risco”.

O Goldman Sachs é o primeiro grande banco a registrar lucros no segundo trimestre. O Bank of America, o Citigroup e o JP Morgan Chase devem anunciar seus balanços do segundo trimestre no final desta semana. Estas três instituições estão entre as que mais foram afetadas pela crise econômica mundial, tendo recebido ajuda bilionária do governo americano.

Previsões otimistas sobre a recuperação dos bancos nos Estados Unidos fizeram o mercado financeiro americano subir mais de 2% ontem. Dow Jones ganhou 2,27% e Nasdaq, 2,12%. “Existe a sensação de que o mercado estava exageradamente pessimista sobre os resultados das empresas”, observou Art Hogan, do banco Jefferies. A Bolsa americana foi puxada por papéis de bancos, liderados pelo Goldman Sachs.

A influente analista financeira Meredith Whitney recomendou a compra da ação, estimando que o banco anunciaria, como ocorreu nesta terça-feira, um lucro claramente superior ao esperado, graças a suas atividades de corretagem.

Esta terça-feira, os investidores já estavam preparados para um resultado do Banco superior a previsão dos analistas: a ação GS havia subido 5,34% na véspera, permitindo a Wall Street registrar sua melhor performance desde o início de junho. Hoje, o papel avançou apenas 0,15%, a 149,66 dólares.

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