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Genocidas ruandeses condenados transferidos para o Mali e Benin a fim de cumprirem as suas penas

Quatro indivíduos condenados pelo Tribunal das Nações Unidas para o Rwanda (TPIR), encarregue de julgar os principais suspeitos do genocídio de 1994 no Ruanda, foram transferidos para o Mali e outros tantos foram enviados para o Benin com vista a cumprir as suas penas de prisão, indica um comunicado onusino.

Os condenados enviados para o Mali são Yusuf Munyakazi, Tharcise Renzaho, Dominique Ntawukukukyayo e Théoneste Bagosora, enquanto Aloys Ntabakuze ldephonse Hategekimana, Gaspard Kanyarukiga e Callixte Kalimanzira são os que cumprirão as suas penas no Benin, de acordo com o texto.

Os condenados enviados para o Benin juntam-se aos três outros transferidos pela mesma jurisdição a 20 de Março último, o que eleva o número total destes genocidas a 14, ao passo que os enviados para o Mali se juntam aos 15 outros que já lá se encontram, perfazendo assim 19 reclusos, lê-se no comunicado.

Segundo este tribunal, dois condenados, Jean Bosco Barayagwiza e Georges Rutuganda, que cumpriam respectivamente uma pena de 32 anos e uma perpétua no Benin, morreram a 25 de Abril de 2010 e a 11 de Outubro do mesmo ano respectivamente.

Baseado na cidade de Arusha, no norte da Tanzânia, o TPIR foi instaurado depois do genocídio ruandês, que fez pelo menos 800 mil mortos, maioritariamente Tutsi (tribo minoritária no Ruanda), durante três meses de massacres.

Esta matança maciça foi desencadeada pela morte do então Presidente ruandês, Juvenal Hayarumana, e do seu então homólogo burundês, Cyprien Ntaryaymira, num acidente aéreo.

O avião em que se encontrava foi abatido no céu da capital ruandesa, Kigali, a 06 de Abril de 1994.

Semana passada, o Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) decidiu autorizar quatro juízes do Tribunal Penal Internacional (TPI) a continuar o trabalho mesmo depois do fim do seu mandato para que o tribunal possa terminar o seu trabalho até Dezembro de 2014.

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