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Gaza/risco de inundações leva a movimentação de 4500 pessoas

O espectro de cheias na província meridional de Gaza obrigou a movimentação, semana passada, de cerca de 4.500 pessoas dos distritos de Chókwè, Guijá, Bilene e Chibuto para locais mais seguros.

A movimentação deste universo resulta do receio de uma eventual reedição dos trágicos episódios das cheias de 2000 que vitimaram centenas de pessoas e destruíram várias propriedades.

Ao longo das rodovias em diversos pontos da província de Gaza, nas regiões de Marrambajane e Chiduachine, em Chókwè, assiste-se a um movimento desusado de pessoas transportando de forma precipitada bens como gado bovino e caprino, chapas de zinco, entre outros haveres.

Contudo, segundo o jornal “Notícias”, a maior parte das pessoas está em transferência por recear inundações e possui casas alternativas em zonas seguras em Hókwè, Licilo, Chivongwe, Agostinho Neto e Muzingane só para citar alguns exemplos.

Os técnicos ligados aos conselhos técnicos sob égide do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), bem como de diversos parceiros de cooperação, trabalham no terreno em uma intervenção visando evitar a ocorrência de mortes causadas por inundações.

Por outro lado, duas secções da Unidade de Protecção Civil estão desde a última quinta-feira posicionadas nos distritos de Chókwè e Chibuto, com a responsabilidade de intervir em operações de busca e salvamento das populações ribeirinhas em caso de necessidade.

Manuel Machaieie, delegado do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), disse que as inundações provocadas pelas chuvas intensas que têm vindo a cair em Gaza provocaram a destruição de mais de 15 mil hectares de culturas diversas, com destaque para o milho e quantidades consideráveis de arroz, particularmente no regadio de Chókwè.

Entretanto, para se inteirar dos estragos causados pelas recentes inundações, o governador de Gaza, Raimundo Diomba, deslocou-se sexta-feira última aos distritos afectados por esta calamidade com o objectivo de sensibilizar as populações a se retirarem o mais urgente possível das zonas propensas.

“Levamos a nossa preocupação de termos que sensibilizar as pessoas para que deixem de entrar na rotina e, definitivamente, assumam as suas responsabilidades e acatem instruções de se fixarem em zonas seguras, para que não sejamos obrigados constantemente a mobilizar tendas e outros meios para acudir a este tipo de situações”, disse Diomba.

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