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Garrido repudia pronunciamento do papa sobre preservativo

O Ministro moçambicano da Saúde, Ivo Garrido, reiterou hoje que o uso do preservativo é uma das componentes da estratégia do Governo de combate a HIV/SIDA como forma de reduzir o índice de infecções pelo vírus causador da doença.

Garrido respondia a jornalistas que o interpelaram para comentar as recentes declarações polémicas do Papa Bento XVI sobre o uso de preservativo.

Na sua recente visita aos Camarões, antes de escalar Angola onde hoje terminou o seu primeiro périplo africano, Bento XVI criticou o uso de preservativos, afirmando que a sua distribuição até pode piorar o problema de Sida.

Esta declaração papal indignou activistas anti-Sida a escala planetária, uma vez reconhecido o contributo do preservativo na prevenção e redução da propagação do HIV/ SIDA e outras doenças de transmissão sexual.

“Eu não sei em que contexto o Papa disso isso, mas nós, o Governo moçambicano, vivemos num mundo real, não naquele que gostaríamos. No mundo real, nós sabemos que há pessoas que têm relações sexuais (desprotegidas) com mais do que um único parceiro. Este é o nosso mundo real, não o ideal, ou vocês não sabem disso?…”, disse Ivo Garrido.

“Por isso, um Governo responsável tem que incluir a componente de uso do preservativo na sua estratégia de combate a esta doença como forma de reduzir o índice de infecções”, sublinhou o Ministro da Saúde.

“Nós não incentivamos a população a ter mais de um parceiro, mas vivemos num país onde há muitas pessoas com diversos hábitos e é por isso mesmo que o uso do preservativo é uma das 10 componentes da estratégia. Não é a alternativa”, ajuntou.

A declaração do Papa, que não surge pela primeira vez, foi vítima de diversas criticas de líderes mundiais preocupados com a propagação do vírus da SIDA, ora responsável pela morte de milhares de pessoas em Africa e resto do Mundo. Consideraram aquele pronunciamento “absolutamente infeliz” e “inconsistente com a ciência”.

Em Moçambique, a taxa de seroprevalência por HIV é de 16 por cento entre adultos sexualmente activos dos 15 aos 49 anos.

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