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Futebol recreativo relegado ao último plano em Nampula

Os promotores do futebol recreativo na província de Nampula, Norte de Moçambique, mostram-se apreensivos alegadamente porque os dirigentes desta modalidade relegam o escalão de recreação para o último plano, pese embora seja o que forja talentos para as altas competições.

Tagir Samuel, secretário-geral do futebol recreativo na cidade de Nampula, disse ao @Verdade que a alta competição depende do futebol recreativo, pois é nele onde são descobertos novos talentos.

A título de exemplo, ele apontou que o Kampamgo, capitão da selecção nacional, os Mambas, militava no recreativo. Saiu do Núcleo do Matadouro, na cidade de Nampula. Chana e Nadjugo, ambos do ferroviário de Nampula, dentre outros que já são internacionais, também têm a mesma origem.

A falta de apoio pelo governo provincial e pela edilidade municipal é outro problema que inquieta Tagir Samuel. Este afirmou que não se recorda de algum momento em que tenha recebido ajuda dessa entidades, nem da Direcção da Juventude e Desportos.

E mais, os dirigentes dessas instituições nem sequer se fazem aos campos para acompamhar a evolução de talentos. Nas palavras do nosso entrevistado, os dirigentes desportivos distanciam-se dos clubes que movimentam o futebol recreativo.

A realização dos jogos, por exemplo, é integralmente suportada pelas próprias equipas inscritas, incluindo a aquisição de bolas, tintas para a delimitação dos campos. Ele classifica esta situação como um autêntico “amor à camisola”.

Entretanto, referiu que no ano passado recebeu oito bolas oferecidas pela Associação Provincial de Futebol, em pareceria com a FIFA. As mesmas eram para o futebol feminino. “O futebol recreativo, para além de arrastar moldura humana, está a evoluir de forma significativa.”

Falta vontade para se criar espaços recreativos

De acordo com Tagir Samuel os poucos espaços que movimentam as provas do recreativo, no município de Nampula, não oferecem condições para a prática do futebol, devido ao mau estado em que os mesmos se encontram. Há erosão, falta de balizas dentre outros problemas.

“Os campos que temos são privados. Dos poucos (públicos) que existiam um pouco por todos os bairros já foram evadidos pelas populações e construíram habitações. As pessoas que tutelam o futebol não o podem descriminar porque trás alegria e diversão para as massas mais do que o Moçambola o faz”, considerou Samuel.

Refira-se que em Fevereiro corrente está prevista uma Assembleia-Geral Ordinária da associação que superintende o futebol recreativo em Nampula. Aliás, é uma organização ainda sem instalações próprias.

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