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Futebol: Há pressão aos árbitros em Moçambique

Há quem diga que em Moçambique não existe pressão contra os árbitros. Contudo, o @Verdade publica, neste artigo, um caso flagrante da pressão exercida por um dirigente desportivo contra um auxiliar em plena partida de futebol.

Jogava-se para a Taça de Moçambique entre o Clube de Chibuto e a Liga Muçulmana, na tarde de terça-feira (20 de Agosto). Não foi, ao todo, um jogo pacífico. Como muitos, que aliás tornou-se uma característica em Moçambique, os problemas de arbitragem foram patentes quer em benefício, como em prejuízo de ambos os lados.

O @Verdade não toma partido. Até porque os dois conjuntos, envolvidos numa eliminatória, levaram o confronto até à marcação de grandes penalidades para se encontrar o vencedor, depois do empate a um golo no tempo regulamentar.

Mas a verdade é que um dos árbitros auxiliares, o segundo (aquele fica do lado contrário da tribuna de honra), não teve tarefa fácil. Não pelo jogo, mas pela pressão vinda do lado de fora que sofreu ao longo dos 120 minutos.

Um dos nossos repórteres, munido de uma máquina de filmar, registou dois dos grandes momentos em que um dirigente do Clube de Chibuto, identificado pelo nome de Maninho, embaraçava o trabalho do fiscal de linha. Ele, sob o olhar impávido de todos, desde o delegado do jogo até ao árbitro principal, não só dava “instruções” para beneficiar a sua colectividade como também injuriava e proferia ameaças contra o fiscal de linha quando este ajuizava contra o Chibuto. Um perfeito treinador dos árbitros, diga-se de passagem.

No primeiro vídeo, trajado de uma camiseta vermelha e um chapéu azul, Maninho, no meio do público, dirige-se até ao quarto árbitro e dá algumas indicações. Na jogada de ataque dos muçulmanos que se dá neste instante, surge um fora de jogo bastante duvidoso. Nota-se o dirigente desportivo do Chibuto a circular do lado de fora da rede que rodeia o campo.

No segundo vídeo, Maninho invade as quatro linhas mesmo no decurso da partida, sob olhar impávido de todos, até dos homens da Lei e Ordem, ainda que se tratando de um elemento estranho ao jogo. Ele caminha em direcção ao árbitro auxiliar para dar mais instruções.

Neste instante, similar ao repórter do @Verdade, um adepto da Liga Muçulmana encontrava-se a filmar o mesmo cenário, tendo ficado sem o seu telemóvel, arrancado e, inclusive, ameaçado por adeptos do Clube de Chibuto, o que gerou alguma confusão, facto que assustou também o nosso repórter.

E há quem diga, entretanto, que esta é uma prática normal nos jogos caseiros do Clube de Chibuto para ganhar jogos. Alguns adeptos abordados pelo nosso repórter disseram que se tratava de uma acção comum, também levada a cabo por outros membros seniores da direcção daquele emblema.

Se este cenário é vivido em todos os jogos, atendendo que o Chibuto fez dez, perdendo apenas um na presente temporada, não será este o segredo do sucesso caseiro deste clube? Serão estes acontecimentos, algo combinado?

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