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Frustrada tentativa de golpe de Estado no Níger

O chefe de Estado nigerino, Issoufou Mahamadou, confirmou quinta-feira à noite que o seu Governo abortou “uma tentativa infeliz de desestabilização” contra o poder democraticamente eleito no país.

Numa mensagem à nação por ocasião do 57º aniversário da proclamação da República, Issoufou Mahmadou precisou que os autores da tentativa planeavam, nomeadamente, “usar o poder de fogo dos meios aéreos que eles bloquearam deliberadamente, há semanas, aqui em Niamey, quando deviam ser enviados para Diffa, na frente de combate contra a Boko Haram, onde os nossos bravos soldados, os seus irmãos de armas, deles precisavam com urgência”.

“Trata-se não mais nem menos duma alta traição, não só contra as instituições civis do Estado, mas também contra a própria instituição militar. Trata-se duma punhalada nas costas dos seus irmãos de armas afectados à frente”, sentenciou, indicando que o Governo teve, por isso, de usar os meios postos à sua disposição pelo povo para garantir a sua segurança.

Enquanto todas as instituições competentes preparam ativamente as eleições para que o povo nigerino possa fazer a sua arbitragem na transparência, prosseguiu, “alguns indivíduos que têm a cabeça no passado decidiram substituir a sua própria arbitragem à do povo soberano”.

Para o Presidente nigerino, esta tentativa de golpe de Estado no contexto de segurança atual faz lembrar o golpe de Estado de 22 de março de 2012, no Mali, que abriu a via à ocupação de dois terços do território maliano por terroristas.

“Felizmente para o nosso país, os principais actores desta louca aventura falharam e foram todos identificados e detidos excepto um só, actualmente em fuga. A situação está calma e sob controlo. O inquérito em curso permitirá identificar os outros autores e cúmplices eventuais desta funesta conspiração contra a segurança do Estado”, afirmou.

O Presidente Issoufou não deu nenhuma precisão sobre a identidade dos insurgentes, mas fontes bem informadas revelam que, pelo menos, quatro generais e coronéis foram detidos, entre os quais um antigo chefe do Estado-Maior a caminho da reforma, o general Salou Souleymane, bem como o comandante da base aérea de Niamey, coronel Dan Haoua, e o comandante Naré, que lidera o batalhão de artilharia de Tillabéry. O outro militar que estaria em fuga foi identificado como tenente Hambally.

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