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Frelimo confisca equipamento do repórter do @Verdade

Frelimo atenta contra a liberdade de Imprensa em Quelimane

Mais um episódio vergonhoso que viola os princípios elementares da liberdade de imprensa e expressão aconteceu no último sábado em Quelimane cujos protagonistas foram os mesmos de sempre, membros do partido Frelimo. Estes, confiscaram o equipamento de trabalho do jornalista Marcelino Mueia, correspondente do jornal @Verdade sedeado em Maputo.

Conforme contou o jornalista ao Diário da Zambézia, o facto aconteceu quando foi cobrir uma reunião daquela formação política que decorria no Instituto de Formação de Professores de Quelimane (IFPQ) cujo seu término foi domingo último. Na mesma sala, encontravam-se repórteres de outros órgãos, sobretudo os do sector público.

Depois da sua saída já de regresso a sua redacção, eis que dois seguranças que vinham numa viatura interpelaram-no quase ao chegar ao Bombeiros cerca de 500 metros do IFP até ao local. Após ter parado, disseram lhe que deveria regressar até a sala onde decorria o encontro da Frelimo. Mas antes de chegar, estes fulanos arrancaram-lhe uma máquina fotográfica de marca SONY (pequena) e seu bloco de apontamentos.

Quando este questionou o porquê daquela acção, os mesmos responderam que ele não tinha sido credenciado para estar naquela reunião partidária, dai que o equipamento dele ficaria confiscado a mando dos superiores daquele partido.

Mueia diz ter feito várias tentativas para recuperar a sua máquina até falou com tanta gente da Frelimo mas ninguém se dignou em devolve-lo.

SNJ tranca-se em copas

Entretanto, na noite deste domingo, a imprensa abordou telefónica ao Secretário Provincial do Sindicato de Jornalistas (SNJ), Teófilo Moronha em torno do caso. Moronha disse que não tinha detalhes sobre o assunto mas assumiu que tomou conhecimento.

Quando questionado o que estaria a esperar para agir, este refugiou-se em explicar que o SNJ não é apenas ele tem um colectivo, então tudo vai depender deste colectivo e só depois dai tomar-se-ão as medidas necessárias em torno deste caso.

Sobre os outros casos que acontecem com a imprensa na Zambézia, a fonte continuou a dizer que não tem sido comunicado por isso que não tem mais nada a dizer tendo prometido que esta segunda-feira iria falar com o jornalista Marcelino Mueia para ter mais detalhes.

Sempre Frelimo

Este não é o primeiro caso que acontece na Zambézia. Sabe-se que o nosso jornal também foi vítima dos camaradas aquando da campanha eleitoral em Gurué, isto em Fevereiro último onde igualmente o nosso equipamento foi saqueado pelos mesmos que até agora desconhecemos o paradeiro.

A Frelimo pelos vistos não gosta de jornalistas independentes, custa-lhes ter uma convivência pacífica com a imprensa independente. Isso não é apenas algo da base, basta lembrar que Verónica Macamo, chefe da brigada central daquele partido na Zambézia, também não foi com a cara do nosso repórter e director do Diário da Zambézia, quando em Novembro do ano passado mandou-lhe retirar da sala onde decorria a conferência de imprensa por ela convocada.

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