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Frelimo acusa edil da Beira de delapidar fundos

A Frelimo, o partido no poder em Moçambique, acusa o edil da cidade da Beira, capital da província central de Sofala, de estar a delapidar os fundos municipais daquela que é a segunda cidade do país.

Para o partido Frelimo, o edil da Beira, Daviz Simango, está a promover desmandos e a desviar fundos municipais para sustentar o seu partido, o Movimento Democrático de Moçambique (MDM).

Josefo Nguenha, Chefe da bancada da Frelimo na Assembleia Municipal da Beira, disse que o elenco de Daviz Simango enganou o poder legislativo e de fiscalização daquele município ao informá-lo que o agravamento das taxas, em aproximadamente 100 por cento, foi antecedido de consulta aos munícipes e outras correntes da sociedade civil.

“O Conselho Municipal da Beira (CMB), liderado por Simango, ludibriounos. E nós cometemos o erro de acreditar neles e aprovamos, por unanimidade, a revisão das taxas municipais sem saber que os munícipes não tinham sido consultados”, disse Nguenha, citado pela edição desta quinta-feira do jornal “O Pais”.

A fonte indicou que, não obstante, a Frelimo vai lutar até se repor a legalidade. Confrontado com estas acusações, o vereador para a Área das Finanças do CMB, Francisco Majoi, disse que a Frelimo está a tentar enganar os beirenses, garantindo que todos os tramites foram seguidos antes de se decidir pelo aumento das taxas.

Ademais, de acordo com Majoi, há cerca de oito anos que as taxas não sofriam nenhuma actualização. Para esta mesma fonte, o CMB contactou vários círculos da sociedade em torno do assunto, sendo por essa razão que a Assembleia Municipal aprovou a proposta. “Agora, o que se diz por ai não passa de um jogo político para conquistar o eleitorado”, afirmou Francisco Majoi.

Ainda no rol das acusações, a Frelimo diz que Daviz Simango e seu elenco estão a fazer uso indevido dos “sete milhões” de meticais, procurando dar vida ao seu partido.

“Veja que o município já recebeu o dinheiro para financiar projectos locais, mas o edil da Beira está a usá-los para o seu partido, perpetuando a pobreza neste município”, explicou Josefo Nguenha. Por seu turno, Simango defendeuse afirmando que Josefo Nguenha é uma “máquina falante e altamente desactualizada”.

Para Simango, o CMB ainda não recebeu nenhum dinheiro do Fundo de Iniciativa de Desenvolvimento Local, vulgo “Sete Milhões”, senão uma nota do Governo Central, dando conta de que, oportunamente, o montante seria entregue aquele município.

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