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Formúla 1 “luta” pela sua sobrevivência económica

Formúla 1

Embora haja um Campeão do Mundo em 2008, o piloto britânico Lewis Hamilton, a quem recentemente a Rainha de Inglaterra atribuiu um título de nobreza (MBE- Member of the British Empire), e o ciclo de provas de 2009 só comece em Março, ao contrário do que é habitual em epóca de defeso desta disciplina desportiva, conhecida por as equipas que nela competem necessitarem anualmente de orçamentos muito elevados, para alinharem pontualmente em cumprimento de uma agenda préviamente indicada, 2 carros em 17 ou 18 locais diferentes do mundo, a crise financeira internacional já eliminou uma equipa a Honda que decidiu já a partir de 2009 não participar nas provas, por questões económicas, tendo ficado desempregados em Brackley na Inglaterra, 700 pessoas que trabalhavam no programa de Formúla 1 da marca japonesa.

Quanto às restantes 9 equipas, por antecipação à respectiva sobrevivência económica, incluíndo as duas mais “ricas” Ferrari e McLaren, face a uma grelha de partida de apenas 18 carros em cada Grande Prémio em 2009, já acordaram com a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) uma redução draconiana dos custos para 2009 traduzidos nas seguintes medidas:

  • Abolição do uso do sistema KERS (Sistema de Recuperação de Energia Kinética) do motor do carro, devido aos elevados custos de pesquisa, testes e instalação nos modelos de 2009;
  • Extensão do uso dos motores de cada carro das actuais duas corridas para quatro corridas o que permite construir motores mais baratos e ao mesmo tempo, mais duráveis;
  • Eliminação completa de todos os testes reais em pista, durante o período do ano em que estiver em curso a epóca de corridas. Março a Novembro de 2009 permitido poupar a cada equipa as verbas necessárias a deslocações em materiais, carros e pessoas que incluem acomodação e alimentação para o local dos testes.
  • Uso limitado quer em horas de utilização, quer em velocidades de vento de apenas no máximo de 60 metros por segundo, por todas as equipas dos “túneis de vento”, dispositivo usado essencialmente na indústria aeronaútica, destinado a simular o efeito da força do vento sobre uma qualquer estrutura destinada a deslocar – se a alta velocidade através do ar como aviões ou um carro de Formúla 1, têm custos muito elevados, não só de construção da infra estructura, (que algumas equipas já construiram) mas também de uso do equipamento depois de construído.

Finalmente ainda que informalmente já há fortes indicações da parte de alguns dos gestores principais de algumas equipas, que sugerem a redução dos salários anuais dos pilotos, conhecidos por serem vários milhões de dólares por ano, como Raikonen 30 milhões Alonso 25 milhões, Hamilton 20 milhões e Massa 11 milhões.

Em suma a Formúla 1 “luta” pela sua própria sobrevivência económica em tempos de crise financeira internacional.

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