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Força Aérea de Moçambique compra jatinho luxuoso

Força Aérea de Moçambique compra jatinho luxuoso

A Força Aérea de Moçambique (FAM), que quase não possui aeronaves militares, adquiriu este ano uma luxuosa e sofisticada aeronave, de marca Beechcraft modelo Hawker 850XP, um bimotor de médio porte e de alcance intercontinental, com capacidade para transportar luxuosamente 8 ou 10 passageiros, dependendo da configuração adotada, fabricada nos Estados Unidos da América (EUA) e está avaliada em mais de dois milhões de dólares norte-americanos.

Segundo o portal de informação sobre aviação militar defenceWeb, o jatinho foi comprado em segunda mão nos EUA e passou a ser propriedade das FAM em Setembro, altura em que o seu registro norte-americano foi cancelado e transferido para a Força Aérea moçambicana.

A fonte refere que a aeronave “deixou o aeroporto executivo de Fort Lauderdale, Flórida (nos EUA) no passado dia 9 de Setembro para entrega à Força Aérea de Moçambique”.

Segundo um relatório oficial de 2012, da IISS, nenhuma das aeronaves militares das nossas Forças Aéreas está operacional existindo apenas algumas pequenas aeronaves de treino, reconhecimento e transporte médico como são os casos de An-26s, dois CASA 212s um Cessna 182, vários aviões Z-326 e dois aviões FTB-337G cedidos por Portugal, no âmbito da Cooperação Técnico-Militar.

Contudo, no mês de Setembro foram vistos a voar e nos aeroportos de Maputo e de Nampula pelo menos dois aviões de combate de fabrico russo, MIG.

Na altura o Ministro da Defesa, Filipe Nyussi explicou que os aviões não eram novas aquisições, mas que sempre estiveram ao serviço das Forças Aéreas de Moçambique, apesar de não serem vistos a voar há mais de duas décadas.

“Moçambique sempre teve migs, nunca escondemos isso a ninguém (..) Moçambique sempre teve Migs. Não houve nenhuma nova compra. E sempre dissemos, repetidas vezes, quando questionavam a nossa capacidade combativa. Nunca escondemos”, explicou o Ministro que acrescentou na altura “o nosso país precisa de ser defendido e ninguém deve ter medo disso (…) Nós temos três ramos: o exército que tem que se mover pela terra. E no contexto actual, em função das novas ameaças, a guerra não se faz marchando. É preciso mover as unidades. Temos a Força Aérea. Esta é uma força interventiva, nas guerras modernas. É preciso haver uma força de choque. Isso até reduz a perda de vidas humanas”, explicou a fonte, citando como exemplo as guerras de Golfo e de Bagdad.

Há informações que os MIGs terão sido comprados e recentemente, em segunda mão.

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