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Fim de crise à vista no Textáfrica do Chimoio

Decorreu no último sábado (02) na cidade de Chimoio, a assembleia-geral extraordinária do Textáfrica, o primeiro clube a levantar um troféu na história das competições nacionais. Naquela cerimónia, bastante concorrida pelos sócios e alguns adeptos, foi criada uma Comissão de Gestão encarregue de resolver os problemas pontuais daquele clube que passam por organizar uma assembleia-geral ordinária com vista a eleição do novo corpo directivo.

Precisaríamos retornar ao longínquo ano de 1976 para lembrar o Clube Desportivo e Recreativo Textáfrica de Chimoio, então dirigido por Mário Esteves Coluna, o Mostro Sagrado, a primeira equipa campeã nacional do período pós-independência. Hoje, infelizmente, desta equipa não restou nada senão a memória desse ano de glória e do respectivo nome que persiste colado ao símbolo daquela colectividade.

Sem militar no escalão principal do futebol do país, ainda que tenha feito a dobradinha provincial em 2012, vencendo o Campeonato Provincial de Futebol e a respectiva Taça, este clube enfrenta desde Dezembro passado uma profunda crise financeira e sem precedentes.

A mesma fez com que primeiro assinalasse uma deserção de importantes jogadores da equipa principal e, mais tarde – só para não variar – a “fuga” dos dirigentes. Entres estes últimos, encontram-se João Ferreira, presidente daquele clube, que foi o primeiro a abandonar o posto para mais tarde, António Cristo Pinto Madeira, vice-presidente enveredar pelo mesmo caminho.

Desde aí, ainda que tenha espreitado sem sucesso a Poule de apuramento ao Moçambola 2013, aquele clube não conheceu os ventos da prosperidade e viu a sua filiação à Associação Provincial de Futebol a ser suspensa por acumulação de dívidas. Por esse motivo, o Textáfrica não pode competir em nenhuma das duas competições provinciais e, por tabela, tentar o regresso à elite do futebol moçambicano.

Eleita uma comissão de gestão

Volvidos quase dois meses sem direcção e sem uma solução da crise à vista, só no último sábado (02) é que o clube decidiu se reunir em assembleia-geral extraordinária, para decidir o seu futuro. Do referido encontro, foi instituída uma Comissão de Gestão chefiada por Augusto João que, de entre vários desafios, tem a dura missão de num breve espaço de tempo organizar a próxima assembleia-geral com vista a eleição de novos órgãos.

Decidiu-se também que, como actividades pontuais, Augusto João terá de regularizar a situação da filiação da equipa junto à Associação Provincial de Futebol de Manica, bem como solicitar uma vistoria do campo, para que este clube volte a competir no escalão máximo de futebol daquela província.

Sobre as eleições que vão decorrer na próxima assembleia-geral ainda sem datas, Lombi Zú (assim identificado), um empresário chinês residente em Moçambique há mais de 10 anos, é até ao momento o único candidato a presidente daquele clube, importante para a história do futebol moçambicano.

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