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FIA anuncia profundas mudanças na Fórmula 1

A Federação Internacional do Automobilismo (FIA) anunciou duas mudanças muito importantes na Fórmula 1: o Mundial de Pilotos será atribuído a partir deste ano ao vencedor do maior número de corridas, e o orçamento das escuderias poderá ser limitado já em 2010.

Após diversas propostas emitidas pela FOM (Formula One Management, que administra os direitos da F1) e pela Fota (Federação das Escuderias de F1) para reduzir os custos e reforçar o interesse da disciplina, a FIA reassumiu a direção dos debates nesta terça-feira durante a reunião de seu conselho mundial em Paris.

A medida mais bombástica anunciada hoje é, sem dúvida, a mudança nos critérios de atribuição do título mundial de F1.

Em vez de premiar a regularidade nas corridas e a confiabilidade dos carros, a FIA preferiu enfatizar o número de vitórias, com o objetivo de levar os pilotos a brigar pelo primeiro lugar em cada GP. Se esses critérios tivessem sido adotados no ano passado, Felipe Massa teria sido o campeão mundial.

O piloto brasileiro da Ferrari faturou seis GPs em 2008, contra cinco para o inglês Lewis Hamilton, que acabou conquistando o Mundial de Pilotos por apenas um ponto de vantagem sobre Massa.

“Se dois pilotos ou mais terminarem a temporada com o mesmo número de vitórias, o título será concedido ao que tiver o maior número de pontos”, ressaltou a FIA.

A outra medida importante anunciada nesta terça-feira é a imposição de um teto de 30 milhões de libras (cerca de 33 milhões de euros) no orçamento das escuderias já em 2010, em troca de uma maior liberdade técnica.

Este orçamento deverá cobrir “todas as despesas”, com os produtos ou serviços terceirizados ou prestados gratuitamente sendo contabilizados no seu valor comercial”, anunciou a FIA, avisando que auditorias exaustivas serão conduzidas.

“Os carros vão ter que deixar de se focalizar nos detalhes. As escuderias não poderão mais gastar enormes quantias de dinheiro para adquirir vantagens minúsculas, como 1.200 dólares numa porca de roda que será utilizada apenas uma vez”, declarou Max Moseley, o presidente da FIA.

“Porém, para o público e os telespectadores, os monopostos continuarão parecendo carros de F1, e farão o mesmo barulho que os carros atuais, que são extremamente caros”, insistiu.

Os orçamentos das escuderias de F1, que não são divulgados, são avaliados em 100 a 450 milhões de euros, ou seja, três a 14 vezes mais que o teto proposto para 2010. Mesmo com a maior liberdade técnica concedida, as escuderias que escolherão esta opção terão grandes dificuldades para competir com as mais ricas.

No entanto, esta medida pode permitir a novas equipes, como a escuderia americana US F1, de orçamento modesto, integrar o Campeonato Mundial, reservado até agora aos mais ricos.

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