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Companhia indiana entra na exploração de carvão de Tete

O Governo moçambicano acaba de autorizar a concessão de um título mineiro à empresa Coal India, Ltd para realizar trabalhos de prospecção geológica e exploração de carvão mineral em dois blocos da bacia carbonífera de Moatize, na província central de Tete.

De acordo com uma fonte da Direcção Nacional de Minas, citada pelo matutino “Noticias”, a exploração dos dois blocos, cujas reservas são estimadas em cerca de um bilião de toneladas, deverá iniciar brevemente, podendo durar mais de dois anos.

A concessão dos referidos blocos, que ocupam uma área estimada em 200 quilómetros quadrados, é corolário de um concurso público lançado em finais do ano passado pelo Governo, que abrangia três blocos.

O terceiro bloco foi ganho por uma empresa moçambicana representada pelo singular José Eduardo.

Segundo o cronograma do processo, na fase que se segue, as firmas seleccionadas deverão apresentar os seus planos de investimento que serão discutidos tendo como pano de fundo os termos de referência para a regularização de actividades de prospecção e pesquisa geológica de carvão em Moçambique.

Segundo projecções desta empresa, 85 por cento da sua produção poderá ser exportada para a Índia, para ser empregue para ajudar na redução da dependência daquele país asiático em relação às importações de carvão e os restantes 15 por cento serão consumidos internamente com base num acordo a ser rubricado brevemente entre as partes.

Dados disponíveis dão conta da arrancada no presente ano da construção de uma nova central térmica movida a carvão mineral, com capacidade para produzir 500 MegaWatts, no quadro de um projecto a cargo da companhia australiana Riversdale Mining, orçado em dois biliões de dólares.

A construção do empreendimento deverá ser concluída no prazo máximo de três anos.

O Governo concedeu à Riversdale Mining uma licença para explorar carvão mineral numa área de 290.080 hectares na província de Tete.

A outra companhia que opera na exploração de carvão mineral naquela província é a brasileira Vale do Rio Doce Moçambique (CVRD), com quem o Estado celebrou um contrato de concessão válido por 25 anos.

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