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Ferroviário leva para Beira primeiro título nacional em Basquetebol

Ferroviário leva para Beira primeiro título nacional em Basquetebol

O Ferroviário da Beira sagrou-se, na noite da última terça-feira (18), e pela primeira vez na sua história, campeão nacional em basquetebol sénior masculino. O triunfo locomotiva foi conquistado diante do então campeão em título, o Maxaquene, no terceiro e último embate dos play-offs que começaram na noite do último Domingo (16) no pavilhão do Desportivo de Maputo, capital do país.

O Ferroviário da Beira fez história e carregou pela primeira vez o troféu de campeão nacional em basquetebol sénior masculino. E para conferir um maior sabor à vitória, a equipa locomotiva deu um espectáculo que levou ao delírio o público que se fez em massa ao pavilhão.

Se no primeiro play-off disputado no Domingo (16) a equipa locomotiva mostrou estar mais interessada em carregar o troféu, vencendo o jogo por 88 a 84, a equipa do Maxaquene, já no segundo despique, justificou o facto de não só ser finalista desta edição, como também o de detentor da última taça, vencendo por 80 a 71.

Esta não foi a primeira vez que as duas equipas cruzaram os caminhos neste certame, sendo que já se tinham encontrado ainda na fase de grupos, com a equipa tricolor a levar vantagem no marcador por 65 a 49 e, desse modo, ocupar a primeira posição. Aliás, esta foi a primeira e a única derrota da locomotiva do Chiveve ao longo do percurso até chegar à final, embora tivesse terminado na segunda posição da série B.

No tocante à partida, a última dos play-offs, um verdadeiro espectáculo, as duas equipas honraram o factor “final” e entraram cientes de que eram os protagonistas do jogo decisivo do certame.

A equipa tricolor foi a que entrou bastante audaciosa, mas encontrou resposta a cada investida sua no ataque por parte do Ferroviário da Beira que, pese embora não se tenha encontrado durante o primeiro período, forçou um empate a 22 pontos.

As coisas começaram a mudar já no segundo período, o último antes do intervalo. Nem o marcador automático que, estranhamente, parou de funcionar, nem o público que se manteve silencioso após os seis minutos de interrupção da partida conseguiu parar a onda locomotiva que ampliou a qualidade do seu basquete, dominando por completo o Maxaquene. Neste período, a equipa tricolor marcou apenas 14 pontos contra 19 do adversário.

Já na segunda parte, o Maxaquene entrou com uma atitude bastante ofensiva, pelo que conseguiu arrancar um empate, porém, foi sol de pouca dura. A turma locomotiva não se abalou e ainda fez calar o público que praticamente estava de pé a apoiar o Maxaquene. Houve neste período dois afundanços, todos vindos da Beira.

Para o quarto e último período, o marcador apresentava-se com um diferencial de 11 pontos a favor da locomotiva e, por essa via, viu-se a equipa tricolor desistir do resultado assumindo, desse modo, a derrota. Este cenário fez com que boa parte do público que apoiava os tricolores começasse a abandonar o pavilhão enquanto outro, sem pudor, trocou a camisola tricolor pela da locomotiva. O jogo baixou de ritmo e, por solidariedade, os atletas do Chiveve iniciaram um show de falhanços, porém, não aproveitado pelo seu adversário. 89 – 80 foi o resultado final a favor do Ferroviário da Beira.

Importa referir que este certame contou com a participação de 10 equipas, nomeadamente Matolinhas, Soprotecção de Quelimane, Universidade Pedagógica, Ferroviário de Maputo e Desportivo, agrupadas na série A; Costa do Sol, A Politécnica, Ferroviário da Beira, Maxaquene e ISP de Tete, na série B.

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