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Fernando Couto já não é Administrador-Delegado do Corredor de Desenvolvimento do Norte

O empresário, jurista e jornalista, Fernando Amado Couto, já não é administrador da Sociedade de Desenvolvimento do Corredor de Nacala (SDCN), por decisão do Conselho de Administração do consórcio que gere aquele sistema ferro-portuário que liga o Porto de Nacala ao Malawi.

Este facto foi confirmado pelo próprio, o qual acrescentou que a decisão foi tomada, há cerca de um ano, numa reunião do Conselho de Administração, agora detido pela Vale Moçambique, a maior accionista da sociedade, com 51 por cento das acções.

Neste momento, a sociedade é dirigida por uma comissão executiva, constituída apenas por brasileiros, em número não revelado.

Apesar de Fernando Couto não ter sabido explicar porque a comissão executiva é constituída apenas por brasileiros, o que fica claro é que a sua saída nada tem a ver com uma pretensa gestão deficiente e/ou outros motivos com contornos problemáticos.

Fernando Couto já se despediu, semana passada, dos seus antigos colaboradores no Porto de Nacala, local onde trabalhou desde que o sistema ferro-portuário passou à gestão da SDCN.

A Vale Moçambique, empresa brasileira que está a explorar as minas de carvão de Moatize, na província central de Tete, entrou para a sociedade há, sensivelmente, dois anos, através da compra das acções do Grupo Insitec.

Sendo a maior empresa mineradora do mundo, a Vale suplantou outras estrangeiras que manifestaram interesse em fazer parte da sociedade gestora do Corredor de Desenvolvimento do Norte, entre elas um consórcio chinês.

Couto explicou, entretanto, que a sua empresa, a Nacala Comércio e Investimento (NCI), ainda continua na sociedade, sendo uma entre outras nacionais que compõem a estrutura accionista da SDCN.

Sublinhe-se que ele esteve em todo o processo negocial que culminou com a implementação do projecto da privatização da gestão do sistema ferroportuário de Nacala, a 10 de Janeiro de 2005.

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