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Feira Municipal clama melhores condições

Os antigos vendedores ambulantes presentemente a explorarem os espaços da Feira Municipal de Maputo, no recinto do Jardim 28 de Março, exigem ao novo edil de Maputo, David Simango, a criação de serviços básicos naquele local que passam pela construção de sanitários públicos, limpeza e remoção de lixo.

Os ex-ambulantes, afirmam que estão no “jardim dos magermans” há sensivelmente dois anos, em resposta ao convite formulado pela edilidade para que estes, abandonassem as esquinas e ocupassem o espaço da Feira Municipal.

António Francisco, da secção de Quinquilharia, contou que nessa altura, decidiu rumar para a feira por estar cansado de maus tratos protagonizados pela polícia municipal, já no terreno, depara-se com o problema de falta de casa de banho público.

“Antes de vir para a feira, vendia as minhas peças na Av. Eduardo Mondlane, mas, levaram-me produtos depois de algemar e chamboquearme no Comando da Polícia Municipal e daí decidí deixar de ser ambulante” disse.

Francisco afirmou que foi chamboqueado e algemado tendo a partir daí concluído que a situação estava a piorar a cada dia que passava.

Por seu turno, Pascoal Escova, da secção de roupa, disse que antes vendia a sua roupa em frente da Escola Comercial de Maputo, vulgo, Museu, tendo sido escorraçado para alguns meses.

“Um dia a polícia municipal quis arrancar-me as peças e recusei, tendo sido algemado, acabando por me dar cinco chambocos” disse sublinhando que depois destas torturas, foi procurar um lugar na feira, onde se encontra até hoje a exercer as suas actividades.

Angélica Pedro, da secção de calçado e pastas, disse que desde sempre vendeu os seus produtos em casa, logo que soube da exis- AV. 24 de Julho de onde permaneceu

tência de uma feira municipal decidiu passar a colocar na mesma os seus produtos.

“O Conselho Municipal cobra-nos muito dinheiro e em contra-partida não tem nem sequer uma casa de banho para além de estarmos a conviver com lixo”, deplorou exigindo ao Conselho Municipal para recolher o lixo que se encontra amontoado nas avenidas circundantes da feira.

Para Angelina, valeu a pena ter ido a feira porque os seus produtos têm mais saída na feira que na altura que vendia em sua casa.

Victor Algave, da secção de roupa, disse que depois de se cansar de fazer o jogo de “gato e rato” com a polícia municipal, foi ocupar um dos espaços na feira para vender os seus produtos.

“Não suportei com a pressão da polícia municipal e decidí ocupar este espaço. Este é o terceiro mês que estou neste posto” disse, lamentando a falta de casas de banho e limpeza na feira.

A fonte disse que há dias, questionou a um dos cobradores do Conselho Municipal sobre o lixo que brota nos contentores, mas, este não quis explicar o que realmente estava a acontecer.

“Neste momento usamos a casa de banho do quartel general dos magermanes pagando 1Mt para necessidades menores. Para necessidades maiores vamos até ao mercado Mandela e pagamos 5 Mt” disse.

Por outro lado, a fonte apelou aos vendedores ambulantes que ainda continuam nas esquinas a se dirigirem a Feira Municipal.

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