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Feira do Livro de Maputo quer ser uma referência

Os dias 23, 24 e 25 de Abril próximos prometem animar a zona da Ponta Vermelha em Maputo. A Feira do Livro, que terá lugar no Jardim dos Professores, junto ao Hotel Cardoso, será a responsável pelo bulício. Ao todo serão 25 os stands com sugestões literárias que vão desde romances, passando pelos livros infantis, até científicos.

Mas não será tudo: haverá também outras actividades culturais como música, monólogos e contadores de estórias. A não perder. O grupo Culturando deu, na tarde desta terça-feira, uma conferência de imprensa no Centro de Estudos Brasileiros (CEB) para dar a conhecer a próxima Feira do Livro que terá no lugar no Jardim dos Professores, junto ao Hotel Cardoso, em Maputo, nos dias 23, 24 e 25 deste mês. Calane da Silva, um dos elementos mais activos do Culturando e director do Centro de Estudos Brasileiros, afirmou que Maputo já merecia uma feira desta grandeza.

“A feira do ano passado, realizada na Rua D’ Arte, já teve algum impacto. A cidade tem tido feiras dispersas mas nada com uma dimensão à sua altura. Maputo já merecia uma feira anual digna da grandeza da cidade.” Ao todo, este ano, vão estar presentes 25 stands – mais dois do que no ano passado – e, embora não sejam todos de editoras moçambicanas, estão, na sua totalidade, presentes no mercado nacional. Irão também sem lançadas sete obras e haverá conversas e sessões de autógrafos com os autores Paulina Chiziane, João Paulo Borges Coelho, Nelson Saúte, Calane da Silva, Mia Couto, Sérgio Simital, Alex Dau, Januário Mutaquia, Pita Alfândega, Carlos dos Santos e Juvenal Bucuane.

Em relação a escritores internacionais, dois nomes estarão em destaque: Donato Ndongo, da Guiné Equatorial e Luca Bussoti, de Itália. “Queremos ainda animar o evento com outras actividades culturais que estão ligadas à literatura como a música e os contadores de histórias”, referiu Calane da Silva. Na música marcarão presença Stewart Sukuma, Timbila Muzima e Likute; na declamação de poesia Tânia Tomé; nos contadores de estórias Tânia Silva e Rafo Diaz; e nos monólogos Lucrécia Paco, Joana Fartaria, Pedro Muiambo (textos humorísticos) e Stélio Inácio. Embora a organização não possa impor qualquer redução no preço dos livros durante a feira, Calane da Silva não tem dúvidas de que os mesmos estarão muito acessíveis “de outra maneira não fazia qualquer sentido”, afirmou.

“O grande objectivo é que esta feira possa ser mais um instrumento disponível para pôr em foco a realidade do livro. Fazer com que o livro passe a ser um elemento visível, saindo das mãos de uma pequeníssima minoria. Uma sociedade que não lê é uma sociedade doente.” Refira-se ainda que para que o evento tivesse lugar houve um grande apoio financeiro do banco BCI e das embaixadas com projectos de cooperação cultural em Moçambique. O Ministério da Cultura e o Concelho Municipal de Maputo não disponibilizaram qualquer verba, limitando a sua contribuição ao apoio logístico.

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