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Faltam fundos para “maternidade segura”

A falta de dinheiro está inviabilizar a implementação do programa “Maternidade segura”, uma iniciativa lançada ano passado pelo ministro da Saúde e que consiste na atribuição gratuita de um enxoval básico as mulheres que dão parto em unidades sanitárias da província de Nampula, segundo confirmou o recém substituído director do sector, Flávio Wate.

Em face da situação, de acordo com Wate, o programa está circunscrito a apenas quatro unidades sanitárias localizadas no distrito de Nacala-a-velha e Memba e só será expandido para o resto da província quando houver fundos para o efeito. Lançada o ano passado à escala nacional, a iniciativa “Maternidade segura” tem por objectivo atrair as mulheres grávidas às unidades sanitárias para os respectivos partos, como forma de reduzir os riscos decorrentes do processo e que estão na origem da morte de muitas mulheres e crianças.

Agora que o programa não está a ser implementado em mais de duzentas unidades sanitárias de referência ao nível da província, alguns analistas opinam que retornará a “renitência” das mulheres grávidas de aceder aos hospitais para efeitos de partos.

De referir que o Ministério de Saúde considera as províncias de Nampula, Niassa e Cabo Delgado como sendo aquelas que possuem índices muito altos de mortalidade neonatal e materno.. Entretanto, dados disponíveis indicam que a taxa de mortalidade neonatal decresceu de 59 para 48 óbitos em cada milhar de nados vivos, redução que tem sido mais acentuada nas zonas urbanas. De igual modo, a taxa de mortalidade Infantil diminuiu de 147 para 124 óbitos por cada 1.000 nados vivos.

Com vista a reduzir a mortalidade infantil e neo-natal, o sector da Saúde lançou o Roteiro Nacional para Acelerar a Redução da Mortalidade Materna e Neonatal e, paralelamente, expandiu a estratégia sobre Atenção Integrada às Doenças Infantis (AIDI) para a primeira semana de vida do recém nascido.

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