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Falta de silo inquieta produtores em Ribáuè

Os pequenos e médios produtores do distrito de Ribáuè exigem uma rápida intervenção do Instituto de Cereais de Moçambique (ICM) no processo de comercialização de produtos agrícolas, em particular cereais como milho, soja, feijões. A exigência tem como motivação o facto dos intervenientes no processo de comercialização demonstrarem fraca capacidade financeira para garantir a compra dos seus excedentes que correm risco de se deteriorar nos seus celeiros, situação que se repete nas ultimas três campanhas agrícolas.

 

 

Referiram que o atraso que se verifica na construção dos silos prometidos pelo governo central no posto administrativo de Iapala, um importante entreposto comercial na região oeste da província de Nampula e que beneficia de facilidades de escoamento dos produtos agrícolas através do sistema ferroviário de Nacala, não estimula o incremento dos volumes actuais de produção.

O presidente da comissão de desenvolvimento local em Iapala, Albano Júnior, referiu que o distrito de Ribáuè tem-se destacado, nos últimos tempos, na produção de alimentos sobretudo cereais, tubérculos e hortícolas em quantidades que satisfazem as necessidades locais.

Todavia, os excedentes colocados no mercado não sejam comprados na totalidade por aparente incapacidade financeira não obstante algumas carências em diferentes pontos da província e da região.

Em Ribáuè não está enraizada a cultura de construção de celeiros relativamente espaçosos para comportar toda a sua produção. Pelo contrário, preferem deixá-la nos respectivos campos e colhê-la apenas quando existir necessidade para tal.

No entanto, esta posição tem sido aproveitada pelos malfeitores para pilharem e comercializar os produtos no mercado paralelo a preços normalmente inferiores aos vigentes.

Albano Júnior disse que essa situação tem sido, alegadamente, apadrinhada pelos agentes da lei e ordem afectos no posto policial de Iapala, que, apesar de denúncias de populares, restituiem os ladrões à liberdade sem, no entanto, dar a conhecer às comunidades a razão de tal decisão.

Estas lamentações foram feitas no decurso de um encontro que o governador Felismino Tocoli manteve no quadro de uma visita efectuada, recentemente, ao distrito de Ribáuè. Na circunstância informou aos pequenos, médios e grandes produtores locais que os silos projectados pelo governo no posto administração de Iapala estarão prontos em Maio do próximo ano.

Explicou que o empreiteiro a quem foi adjudicada a obra de Iapala é o mesmo que vai construir os silos da sede distrital de Malema e que, neste momento, está engajado em idênticos trabalhos em Gorongosa e Nhamatanda na província de Sofala, e Milange, na Zambézia.

Entretanto, Instou aos produtores de Ribáuè no sentido de continuarem a apostar na produção intensiva, sobretudo de alimentos para fazer face à procura cada vez maior dos mesmos e que influencia a subida dos respectivos preços, penalizando, consequentemente, as comunidades das regiões.

Para facilitar a comercialização, Tocoli incentivou a produção em blocos, frisando que é igualmente uma das condições que facilita a prestação de assistência técnica por parte dos extensionistas da rede pública, que são em número reduzido para o volume de produtores na província.

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