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Falta de mobiliário escolar inquieta o governo

O governo de Nampula está apostado em minimizar o crónico problema relacionado com a escassez de carteiras nos estabelecimentos escolares construídas com fundos públicos na província. Para o efeito, ordenou há dias a recolha e posterior processamento da madeira em toros abandonada ou confiscada por irregularidades no seu abate por parte dos operadores florestais, visando a produção de mobiliário escolar.

O Wamphula Fax apurou que o arrolamento levado a cabo, recentemente, pelos Serviços de Florestas e Fauna Bravia na direcção provincial de Agricultura em Nampula, concluiu existir cerca de 270 metros cúbicos de madeira em toro espalhada um pouco por toda a província, apreendida no quadro das acções de fiscalização às actividades dos operadores baseados em Nampula e na vizinha Zambézia, que usam o porto de Nacala para a exportação daquele produto.

Para a produção de mobiliário escolar que será constituído essencialmente por carteiras, o governo seleccionou a Cadeia Civil de Nampula-Rapale, a qual beneficiou recentemente de uma doação de material diverso de carpintaria por parte da UNESCO, no seu projecto de formação profissional e reinserção social dos reclusos e capacitação financeira daquela instituição prisional.

O executivo de Nampula tem vindo a realizar reflexões visando encontrar uma solução definitiva para a problemática de falta de mobiliário escolar, sobretudo carteiras para os alunos e professores, e de acordo com Felismino Tocoli, o recurso aos toros que se encontram espalhados pela província, expostos à chuva e ao sol que podem provocar a sua deterioração precoce, constitui uma saída para a questão que aflige a sociedade no geral.

Aliás, este aspecto foi levantado, no sábado passado, durante um encontro com os docentes que leccionam nas escolas da cidade de Nampula, tendo, na ocasião, sido controverso pelo governador de Nampula, Felismino Tocoli, porquanto uma região com potencial florestal não se deve queixar da falta de mobiliário para equipar as suas escolas.

Consequentemente, instou aos gestores da educação na província no sentido de colocar a sua imaginação e saber para suplantar as dificuldades que o sector enfrenta, pois, a falta ou escassez de carteiras nas escolas publicas é uma questão que deve ser vista de muitas maneiras, entre as quais a que se relaciona com a deformação que os alunos correm o risco de contrair desde as classes iniciais por não terem a oportunidade de aprender a escrever sentados numa carteira.

No mesmo encontro os docentes levantaram vários pontos que os apoquentam profissionalmente, como sejam a demora na sua progressão, pagamento de salários e horas extras, incluindo subsídios de chefia, cuja solução tem sido gradual. Mas, Felismino Tocoli considerou mais sensível o ponto relacionado com a existência de vestígios de nepotismo ao nível do sector particularmente nalgumas escolas. Os docentes queixaram-se, ainda, da existência de esquemas com vestígios de corrupção que consistem na admissão de funcionários com fraca qualidade técnico – profissional para ocupar funções relevantes ao nível do sector de educação.

O grau de parentesco ou amizade tem sido o elemento considerado válido para admissão desses funcionários. Felismino Tocoli deplorou tais atitudes que podem concorrer para o fraco relacionamento entre os funcionários, bem como influenciar no desempenho do sector, e instou aos funcionários do sector de educação a serem mais vigilantes contra todas as manobras de admissão de funcionários que não possam responder à dinâmica que se pretende incutir no que concerne a atendimento público.

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