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Falta de gasóleo pode estar ligada à gestão das reservas em Chimoio

Os Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM – centro) desmentem a afirmação da Direcção dos Recursos Minerais e Energia de Manica, província central do pais, de que a falta de gasóleo registada naquela província, no início desta semana, resultou de dificuldades de acostagem de navios petroleiros no Porto central da Beira.

 

 

Uma fonte daquela empresa pública garantiu não constituir a verdade que ocorre o problema apontado pelos Recursos Minerais e Energia, considerando que a ruptura de reservas pode estar ligada aos problemas internos das empresas fornecedoras deste líquido.

A fonte, em entrevista ao “Diário de Moçambique” deste Sábado, refere tudo a apontar para a gestão de “stocks” do produto e não para dificuldades de acostagem de navios petroleiros no Porto da Beira, como foi vinculado por uma fonte sénior da Direcção Provincial dos Recursos Minerais e Energia de Manica.

É que o director provincial dos Recursos Minerais e Energia de Manica, Olavo Deniasse, disse quinta-feira, por meio daquele matutino, que a falta de combustível que a cidade de Chimoio tem vindo a registar nos últimos dias, está relacionada com dificuldades de acostagem de navios petroleiros no Porto da Beira.

Na senda desta informação, o jornal procurou o “proprietário” do Porto da Beira, nomeadamente os CFM — centro, tendo uma fonte desta firma ferro-portuária afirmado serem enganadoras as declarações pronunciadas a este propósito, segundo as quais a falta de combustível na cidade de Chimoio tem a ver com dificuldades de acostagem de navios petroleiros no ancoradouro da Beira.

Cândido Jone, director executivo dos CFM — centro, considerou serem faltas “as informações que dão conta de que a falta de combustível no Chimoio esteja relacionada com problemas de atracação de navios petroleiros no Porto da Beira. Se a memória não me falha, no ano passado, Manica teve problemas de falta de combustível e a culpa foi atirada ao nosso porto, o que não era verdade. Portanto, não há neste momento, nenhuma dificuldade de acostamento de navio no porto”.

Ele asseverou que os navios petroleiros estão a entrar e a sair normalmente e “neste momento em que falo com o vosso Jornal, temos um navio no terminal de Petróleos, que está a fazer o descarregamento de combustível. É verdade que quando há mau tempo, as embarcações não entram, mas, mesmo assim, o mau tempo não prevalece por três ou mais dias”.

Cândido Jone certificou que, na possibilidade de mau tempo, “não são três dias que provocam escassez de combustível, a não ser que haja problema de gestão de ‘stock’ por parte das empresas fornecedoras e, quando isso acontece, o problema não pode ser atribuído aos CFM.

Porque é que o mesmo problema não se verifica em Tete e Zambézia, províncias cujo combustível é abastecido a partir do Porto da Beira”.

O director executivo dos CFM – centro afirmou tratar-se de uma invenção das autoridades de Chimoio para culpabilizar o Porto da Beira, mas a verdade é que o problema de falta de combustível naquela cidade não é da responsabilidade desta empresa ferroportuária e, “no meu ponto de vista, poderá estar a acontecer um problema de gestão de ‘stocks’ de empresas fornecedoras e quando isso acontece, procura-se encontrar o culpado, mas os CFM não são”.

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