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Fábrica de tantalite em construção no Ile

Uma nova fábrica de processamento de tantalite, um mineral com larga aplicação na indústria electrónica e produção de tintas, está a ser construída em Marropino no distrito do Ile, no norte da Zambézia, em Mocambique.

A empresa Highlland Minning Company Corporation está a investir mais de quarenta e cinco milhões de dólares norte-americanos e tudo indica que ainda este ano aquele empreendimento poderá entrar em funcionamento.

O director-geral daquela empresa, Délio Darsamo, disse, há dias, ao “Noticias” de Maputo que com o novo empreendimento espera-se incrementar a capacidade de processamento daquele minério, passando das actuais 100 toneladas para 300 toneladas, o que também poderá contribuir para o crescimento da empresa em termos de ganhos financeiros.

O director-geral da empresa disse que com as exportações realizadas a partir do porto de Nacala, espera-se que a rendibilidade vá evoluindo até atingir 500 mil libras esterlinas por ano nos próximos anos.

Só no ano passado, aquela empresa mineira exportou para os seus principais mercados da Tailândia e as Américas 75 toneladas e conseguiu arrecadar 150 mil libras.

Os desafios da empresa, nos próximos anos, passa por atingir lucros na ordem de 200 mil libras, mas, para isso, será necessário incrementar os níveis de produção para acima de dez vezes mais.

Os rendimentos da empresa vêm crescendo mercê dos investimentos que têm sido feitos para incrementar os níveis de produção mineira.

Dados em poder do jornal indicam que há dez anos os lucros da empresa estavam na ordem de mil libras, mas gradualmente foram subindo para 50 mil e no ano passado atingiu-se a fasquia de 150 mil libras.

Darsamo disse que, num futuro breve, a fábrica de Marropino poderá não atingir as 500 mil libras, mas ao longo do tempo tal pode acontecer.

A fonte frisou ainda que com a entrada em Março dos novos equipamentos, a massa laboral poderá crescer dos actuais 380 homens para 400 trabalhadores, dentre nacionais e estrangeiros.

Délio Darsamo contou que em dois anos de operação, em termos de responsabilidade social, a empresa construiu uma escola primária com sete salas de aula e um posto de saúde para atender as mais de duas mil pessoas que vivem nas zonas circunvizinhas.

Para incentivar a produção local de hortícolas, a empresa está a comprar toda a produção local. Com o dinheiro, as famílias vão à vila comprar produtos industrializados como bicicletas, rádios, motorizadas, roupa diversa e óleo alimentar, o que ajuda a melhorar a qualidade de vida.

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