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Extra-Parlamentares juntam-se à Renamo

Trinta e cinco formações políticas confirmaram, quarta-feira, a sua adesão à Renamo na acção de repúdio à validação dos resultados das eleições gerais e das Assembleias provinciais de 28 de Outubro último passado.

Num encontro havido na tarde de quarta-feira com o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, os represetantes dos partidos da oposição decidiram criar um governo de transição que pressione o governo do dia a destituir o Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE), a Comissão Nacional de Eleições e o Conselho Constitucional por, alegadamente, se mostrar comprometido com a Frelimo e o seu candidato Armando Guebuza.

No encontro foi, igualmente, delineada uma comunicação aos principais agências internacionais que prestam apoio financeiro ao país no sentido de cancelarem os mesmos como forma de pressionar ao governo moçambicano a marcar novas eleições para o próximo ano. Segundo José Viana, presidente do Partido União dos Democratas de Moçambique e coordenador de Plataforma Territorial dos partidos políticos, a coligação formalizou, também, no encontro de quarta-feira, a adesão de 35 partidos extra-parlamentares no processo das manifestações pacíficas que serão encabeçadas pela Renamo e pelo respectivo presidente, Afonso Dhlakama, a realizar, brevemente, à escala nacional, como forma de persuadir o governo a aderir `a realização de novas eleições´.

Falando, a propósito, Afonso Dhlakama afirmou que os deputados eleitos pela sua bancada não irão, decididamente, participar nas cerimónias de tomada de posse sem que se marquem novas eleições. As ameaças que fazíamos acerca da necessidade de incendiar o país tinham em vista induzir a Frelimo a negociar connosco com vista a harmonizar a situação politica no país.

E como não manifestou qualquer interesse nessa consertação, somos obrigados a agir através da referida mega-manifestação. Observou Dhlakama, visivelmente satisfeito com o apoio dos referidos partidos extraparlamentares, vincando que se trata de uma união que tem, essencialmente, por objectivo defender os interesses do povo que tem incentivado os líderes da plataforma a agir face as últimas eleições.

Não estivemos aqui a preparar qualquer golpe de Estado ou coisa parecida contra o governo ou algum membro da Frelimo. Pretendemos apenas servir de porta-vozes do profundo descontentamento que lavra no seio da população, a quem não passou despercebidas as fraudes que ensombraram os pleitos eleitorais de 28 de Outubro. Queremos, em suma, inverter o cenário politico que tem vindo a degradar o processo democrático no país. Anotou o presidente da Perdiz.

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