O volume das exportações de produtos moçambicanos para o mercado internacional deverá registar um crescimento superior a 60% até 2017, segundo prognósticos da Economist Intellingent Unit (EIU), uma organização não governamental do Reino Unido que analisa riscos económicos no mundo.
O carvão mineral produzido na província central de Tete é, actualmente, o segundo maior produto de exportação de Moçambique, com vendas anuais estimadas em cerca de 196,4 milhões de dólares norte-americanos, contra perto de USD 579,6 milhões de alumínio que, há muitos anos, lidera o sector no país.
O défice da balança corrente deverá crescer para 19,8%, em 2014, contra 18,2% registado em 2012, de acordo ainda com aquela instituição internacional, realçando, entretanto, que até 2017 aquele indicador vai sofrer um desagravamento para 16,5%.
No que respeita a outras matérias-primas produzidas no país, a tendência vai continuar a ser de desaceleração, com especial ênfase no camarão, madeira e castanha de caju, acrescenta a EIU.
Por seu turno, os investimentos realizados no sector agrícola moçambicano vão traduzir-se no aumento das exportações de tabaco, algodão e açúcar, situação que vai levar a que a globalidade das “exportações nacionais cresçam acima de 60% até 2017”, salienta a Economist Intellingent Unit que, desde 1946, apoia governos, instituições financeiras e sector empresarial a observar oportunidades de investimento, bem como analisar riscos económicos em várias regiões do mundo.