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Exportação do camarão em recessão nos últimos cinco anos

A exportação do camarão está em declínio, acompanhando a queda do seu preço no mercado internacional, situação que se regista há cerca de cinco anos, segundo o Banco de Moçambique (BM).

Em 2010, o volume de exportação deste produto foi de 10,4%, de acordo ainda com o BM, avançando que também a castanha de caju e o tabaco registaram níveis baixos nos respectivos volumes de exportação, tendo a castanha de caju sido na ordem de 13,2% devido à diminuição em 33,5% da quantidade da castanha comercializada na campanha 2008/2009.

Já para o caso do tabaco, o BM indica que dados preliminares mostram que as vendas deste produto no mercado internacional reduziram em 15,5%, como reflexo da queda do preço médio internacional em 11%, enquanto os chamados outros produtos registaram uma queda global na ordem de 64%, encontrando-se nesta categoria produtos de reinos vegetal e animal e ainda o material de transporte e metais comuns e suas obras.

O algodão, açúcar e madeira, depois de atravessarem um período de crise, deram sinal de retoma em 2010, tendo como factores contribuintes o aumento de preços médios no mercado externo em 65%, para o caso da fibra de algodão, resultando no incremento nas receitas em 9,7%.

Bunkers e açúcar em crescendo

Por seu turno, os bunkers (produtos petrolíferos reexportados para os países do interior) e o açúcar registaram crescimentos das suas receitas em 54,2% e 50,1%, respectivamente, devido ao aumento do tráfego e do preço de crude no mercado internacional, para o primeiro produto e incremento tanto da quantidade exportada, em 26%, como do preço internacional, em 22%, para o segundo produto.

Refira-se que as exportações do açúcar foram orientadas, principalmente, para os mercados preferenciais da União Europeia que absorveram 60% do produto, e Estados Unidos da América (EUA), que ficaram com o correspondente a 28% da produção moçambicana do açúcar.

Energia eléctrica e alumínio

Em energia eléctrica o aumento da receita, em 2010, foi em 1%, decorrente do ajustamento tarifário, particularmente, para o Zimbabué, em 2%, e aumento da respectiva quantidade exportada em 16%, refreado pela queda, em 7%, da tarifa, para a África do Sul, apesar do aumento da quantidade exportada para aquele país em 4,5%.

Em alumínio, o incremento da receita foi em 33,6%, o que reflectiu a subida do respectivo preço no mercado internacional em 30,2%, segundo igualmente o Banco de Moçambique.

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